Iniciativa alimenta famílias vulneráveis e gera renda para pequenos agricultores

90 toneladas de alimentos agroecológicos estão chegando a 2 mil famílias em situação de vulnerabilidade, vindos de 54 cooperativas e suas respectivas famílias e comunidades. Este é o saldo da ação realizada em conjunto pela Associação de Agricultura Nacional de Campinas (ANC), Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil), Cooperativa Entre Serras e Águas (localizada na região de Bragança Paulista) e CooperCentral – Vale do Ribeira.

Com apoio da Fundação Banco do Brasil, BB Seguros, Banco BV e Cooperforte, a ação garantirá comida na mesa de famílias vulneráveis em três regiões do estado de São Paulo: Campinas, Bragança Paulista e Grande ABC.

Ao mesmo tempo, a mobilização proporciona fomento à agricultura familiar das cooperativas envolvidas, famílias acampadas e assentadas, melhorando também a qualidade de vida de pequenos agricultores e agricultoras nesse período de crise.

Gera renda no campo, num momento em que feiras livres estão paralisadas pelo isolamento social devido à pandemia do coronavírus, e leva solidariedade à cidade.

As cestas de alimentos beneficiam 20 mil pessoas e os itens que as compõem vieram, também, do sul do país – arroz, feijão e leite – por meio da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab). Seguem junto nas cestas máscaras produzidas pelo Armazém das Oficinas, empreendimento de economia solidária.

Garantir alimentação às pessoas em situação de vulnerabilidade neste momento é fundamental, como também gerar renda para os pequenos produtores no campo que, em grande maioria, estão sem alternativas para comercializar sua produção em outros espaços.

Agricultores e agricultoras familiares sofrem, ainda, com dificuldades de acesso à ajuda emergencial do governo para famílias de baixa renda – foram deixados de fora do programa federal por veto do presidente setores da economia solidária, agricultores familiares, catadores, assentados da reforma agrária, dentre tantos outros trabalhadores e trabalhadoras.

Contratos com o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), seguem suspensos, como também está parado o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do governo federal.

A economia solidária tem um outro jeito de fazer a economia girar. Ela coloca as pessoas no centro dos processos. Desenvolve ações em rede, faz o dinheiro rodar e impactar mais pessoas. É o que a gente precisa agora.

Foto: Marisol Casben/Unsplash

Mônica Ribeiro

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colabora com a revista Página 22, da FGV-SP e com a Plataforma Parceiros Pela Amazônia, e atua nas áreas de meio ambiente, investimento social privado, economia solidária e negócios de impacto, linkando projetos e pessoas na comunicação para um mundo melhor

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