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Estados Unidos sediará evento global pelo clima no início de 2021, anuncia presidente eleito, Joe Biden

Estados Unidos sediará evento global pelo clima no início de 2021, anuncia presidente eleito, Joe Biden

No último final de semana foi realizada virtualmente, por causa da pandemia, a Cúpula Climática – ou Cúpula da Ambição Climática 2020, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), como preparação para a Conferência do Clima de 2021 (COP26), que deve acontecer no Reino Unido no ano que vem.

O evento reuniu 80 países mais os representantes da União Europeia. Foram convidadas para participar do encontro as nações que assinaram o Acordo do Clima de Paris, em 2015, para a redução das emissões de carbono, de maneira a evitar o aumento da temperatura da atmosfera terrestre, e que na semana passada, apresentaram metas ainda mais ambiciosas do que aquelas propostas há cinco anos.

Por esse motivo, alguns países ficaram de fora da lista do evento, entre eles, Rússia, Arábia Saudita e Brasil, que há poucos dias entregou sua proposta de nova meta, considerada por especialistas como “insuficiente e imoral”.

Os Estados Unidos também não participaram da cúpula, já que o presidente Donald Trump retirou o país do Acordo de Paris. Mas o presidente eleito, Joe Biden, afirmou que ele reverterá a decisão de seu antecessor assim que assumir o poder (leia mais aqui).

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E no último final de semana, Biden anunciou que irá realizar um encontro global sobre o clima nos primeiros 100 dias de seu governo.

“Vou começar a trabalhar imediatamente com meus colegas em todo o mundo para fazer tudo o que pudermos, incluindo convocar os líderes das principais economias para uma cúpula do clima dentro dos meus primeiros 100 dias de mandato”, disse. “

O novo presidente garantiu ainda que quer a participação de todos nas discussões sobre a crise climática. “Vamos exaltar o incrível trabalho que cidades, estados e empresas têm feito para ajudar a reduzir as emissões e construir um futuro mais limpo. Vamos ouvir e nos envolver de perto com os ativistas, incluindo jovens, que continuaram a soar o alarme e exigir mudanças daqueles que estão no poder”.

Biden reforçou a promessa de cumprir a meta de zerar as emissões de carbono dos Estados Unidos até 2050. Com certeza é algo pra lá de ambicioso, já que os americanos estão no 2o lugar no ranking dos maiores emissores do planeta.

Há poucas semanas, o ex-secretário de Estado e ex-senador, John Kerry, foi nomeado para um cargo novo na futura administração da Casa Branca. Ele será um Enviado Especial para o Clima e terá um assento no Conselho de Segurança Nacional. Ainda não se tem detalhes exatos sobre sua função, mas especialistas acreditam que Kerry cuidará de acordos e relações internacionais que envolvam a questão climática.

Em julho, o então candidato dos democratas também adiantou que, se ganhasse a eleição, colocaria em ação um plano de U$ 2 trilhões contra a crise climática. Prometeu ainda que sob sua gestão não serão construídas mais usinas de carvão, que haverá uma transição para as energias renováveis e da frota de veículos do país para modelos elétricos, com instalação de postos de recarga nas estradas.

“Pretendemos criar milhões de empregos ao investir em uma nova infraestrutura verde”, garantiu na época. Foi quando Biden falou do Brasil também. “A floresta tropical do Brasil está sendo destruída. Meu plano é reunir diversos países e arrecadar 20 bilhões de dólares para que a floresta deixe de ser derrubada. E se isso não for feito, haverá consequências econômicas”.

O agora presidente eleito lamentou como os Estados Unidos têm gasto bilhões de dólares para enfrentar desastres naturais que cada vez são mais frequentes, como furacões, enchentes e o aumento do nível do mar.

“Estamos com muitos problemas. Furacões devastam cidades inteiras no Iowa. Isso não acontecia antes. Acontece agora devido ao aquecimento global. Somos responsáveis por 15% do problema (emissões globais de carbono). Por isso precisamos voltar ao Acordo de Paris”, completou.

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Foto: reprodução Facebook Joe Biden

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