Arrasta-pé solidário: Bahia promove segunda edição do ‘Festival São João da Minha Terra’

A tradição das festas juninas no Nordeste do Brasil tem sofrido duramente com a pandemia e o isolamento social trazido por ela.

Como resposta a esse desafio, e também como forma de gerar renda para empreendimentos da economia solidária, que costumam vender quitutes, artesanato e outros itens durante as festas, o governo da Bahia promove, pelo segundo ano consecutivo, o Festival de Economia Solidária São João da Minha Terra.

O sucesso da iniciativa do ano passado, sobre a qual escrevi aqui, no Conexão Planeta, motivou a organização desta segunda edição.

Todas virtuais, as atividades incluem lives, apresentações culturais e comercialização de produtos de associações e cooperativas da agricultura familiar de 15 Territórios de Identidade da Bahia.

A programação, iniciada em 13 de junho, Dia de Santo Antonio, segue até 30 de junho, portanto, passará pelo Dia de São João (24), padroeiro do festival.

Economia Solidária na Bahia

São João da Minha Terra reúne empreendedores e empreendedoras da economia solidária baiana assistidos por 13 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesols), localizados nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Pintadas, Serrinha, Piatã, Nilo Pessoa, Monte Santo, Juazeiro, Irecê, Itabuna, Guanambi, Cruz das Almas.

Na Bahia, a Superintendência de Economia Solidária (Sesol), vinculada à Secretaria do Trabalho, gerencia o Programa Bahia Solidária, que constitui o primeiro passo para consolidar uma política pública no estado.

Por meio dos Centros Públicos de Economia Solidária, o programa tem desencadeado ações voltadas a fortalecer os empreendimentos já existentes na Bahia (a Sesol informa já ter mapeados 1.610) e a estimular a criação de outros.

Esses Centros são criados e mantidos por meio de parcerias entre o poder público e a sociedade civil organizada, e reúnem diversas ações de formação, assistência técnica, divulgação, comercialização, acesso a crédito, expressão cultural e articulação sociopolítica do movimento da economia solidária.

Buscam fornecer condições para o desenvolvimento territorial e estimulam a ampla participação da sociedade.

Produtos e quitutes movimentam a economia solidária

Durante o São João da Minha Terra, é possível comprar doces, geleias, licores, sequilhos, mel, cachaça, temperos, granolas, amêndoas e castanhas, artesanato variado.

É um jeito de ajudar a economia solidária a se movimentar nesses tempos bicudos e, ao mesmo tempo, de estar mais perto das tradições juninas.

O forró, mesmo que virtual, está garantido, e traz um calorzinho ao coração de quem sente saudades desses festejos populares tão disseminados pelo Brasil.

E o São João da Minha Terra marca também o lançamento da Rede de Economia Solidária da Bahia, que reúne representantes de diversas organizações solidárias, dos Cesols e apoiadores para avançar na ampliação do fomento e suporte a essa economia no território.

Viva São João!

Além de fazer compras pelo Portal Ecosol, você pode acompanhar as atividades culturais do Festival da Economia Solidária – São João da Minha Terra pelo canal Economia Solidária Bahia no YouTube.

Edição: Mônica Nunes

Foto: Eduardops93/Pixabay

Mônica Ribeiro

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colabora com a revista Página 22, da FGV-SP e com a Plataforma Parceiros Pela Amazônia, e atua nas áreas de meio ambiente, investimento social privado, economia solidária e negócios de impacto, linkando projetos e pessoas na comunicação para um mundo melhor

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