São João em casa: na Bahia, festival de economia solidária comemora tradições juninas no mundo virtual

Desde 13 de junho acontece, no estado da Bahia, o Festival de Economia Solidária – São João da Minha Terra. O evento virtual, que segue até o dia 24, foi o jeito encontrado para manter a tradição de comemoração das festas juninas e gerar renda para os empreendimentos, especialmente pela comercialização de alimentos e artesanato.

O São João da Minha Terra é uma forma criativa de ultrapassar as barreiras da pandemia ocasionada pelo coronavírus fomentando a economia solidária na Bahia com segurança. Um edital de comercialização foi divulgado pelo governo do estado, convidando empreendimentos e atrações a valorizar as identidades territorial e cultural e favorecer a geração de renda no mês em que acontecem os tradicionais festejos juninos.

Mas a alegria e o forró também estão garantidos nos lares em isolamento social: a abertura do festival contou com apresentações culturais transmitidas pela internet, e os três últimos dias de evento oferecerão música e atrações gastronômicas, com a participação de Bela Gil.

Centros públicos de economia solidária

O São João da Minha Terra reúne empreendedores e empreendedoras da economia solidária baiana assistidos por 13 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesols), localizados nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Coquista, Pintadas, Serrinha, Piatã, Nilo Pessoa, Monte Santo, Juazeiro, Irecê, Itabuna, Guanambi, Cruz das Almas.

Na Bahia, a Superintedência de Economia Solidária (Sesol), vinculada à Secretaria do Trabalho, gerencia o Programa Bahia Solidária, que constitui o primeiro passo para consolidar uma política pública no estado. Por meio dos Centros Públicos de Economia Solidária, o programa tem desencadeado ações voltadas a fortalecer os empreendimentos já existentes na Bahia (a Sesol informa já ter mapeados 1.610) e a estimular a criação de outros.

Esses Centros são criados e mantidos por meio de parcerias entre o poder público e a sociedade civil organizada, e reúnem diversas ações de formação, assistência técnica, divulgação, comercialização, acesso a crédito, expressão cultural e articulação sociopolítica do movimento da economia solidária. Buscam fornecer condições para o desenvolvimento territorial e estimulam a ampla participação da sociedade.

“Esse festival é realização dos Centros Públicos de Economia Solidária, uma política pública do estado da Bahia que já beneficiou mais de 40 mil famílias e mais de 4 mil empreendedores solidários organizados em empreendimentos coletivos, associações e cooperativas. O evento é uma estratégia de comercialização, de geração de renda para esses empreendimentos nesse momento de crise do coronavírus”, diz Milton Barbosa, Superintendente de Economia Solidária do governo do estado da Bahia.

Viva São João!

O Festival da Economia Solidária – São João da Minha Terra vai até 24 de junho e, além das compras, realizadas por meio do acesso às redes e plataformas de cada Cesol (disponibilizadas no site do evento), as atividades culturais são transmitidas pela plataforma digital da Economia Solidária da Bahia, em parceria com a Mídia Ninja, e também pelos 13 Cesols.

A tradição precisou ser reinventada nesses tempos em que vivemos, mas o forró e os sabores estão garantidos.  E também a renda para os empreendimentos solidários.

Foto: Dan Queiroz

Mônica Ribeiro

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colabora com a revista Página 22, da FGV-SP e com a Plataforma Parceiros Pela Amazônia, e atua nas áreas de meio ambiente, investimento social privado, economia solidária e negócios de impacto, linkando projetos e pessoas na comunicação para um mundo melhor

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