Onze brasileiros estão entre afrodescendentes mais influentes do mundo a serem homenageados na ONU


Onze brasileiros estão entre afrodescendentes mais influentes do mundo a serem homenageados na ONU

Em reconhecimento pela força e resiliência e à luta e a contribuição positiva dada por pessoas afrodescendentes em suas comunidades ao redor do mundo, uma iniciativa internacional vem reconhecendo anualmente 200 indivíduos que têm realizado um trabalho excepcional em prol de seus pares.

O prêmio Most Influential People of African Descent (MIPAD, na sigla em inglês) lista o nome de 200 pessoas, com menos de 40 anos, em quatro categorias: Política e Governança, Negócios e Empreendedorismo, Mídia e Cultura, Humanitarismo e Religião. Cem dos escolhidos são da África e os demais de outros países que receberam imigrantes africanos.

A ideia da iniciativa é construir uma rede global de atores da sociedade civil para que, juntos, trabalhem e apoiem a implementação das metas da International Decade for People of African Descent – 2015 – 2024, década proclamada pelas Nações Unidas com foco nos afrodescendentes e seus direitos.

Em 2018, onze brasileiros vão ser homenageados:

Nina Silva (Negócios e Empreendedorismo) – sócia fundadora do D’Black Bank, um banco e negócio social que conecta empreendedores negros a consumidores negros;

Lisiane Lemos (Negócios e Empreendedorismo) – especialista em B2B business, foi citada pela Forbes Brasil como umas das principais lideranças jovens do país por suas atividades relacionadas à inclusão e a diversificação no ambiente corporativo;

Paulo Rogério Nunes (Negócios e Empreendedorismo) – publicitário e empreendedor, cofundador do Instituto Mí­dia Étnica, do Portal Correio Nagô e da consultoria e aceleradora de negócios para negros Vale do Dendê http://www.valedodende.org/ ;

Danilo Rosa de Lima (Humanitarismo e Religião) – mestre em Políticas Públicas de Educação, o ativista trabalha na Educafro, no Fórum Nacional de Juventude Negra e no Coletivo Nacional de Juventude pela igualdade Racial;

Djamila Ribeiro (Humanitarismo e Religião) – filósofa, pesquisadora,  escritora e ativista feminista e pelo direito dos negros;

Rene Silva (Humanitarismo e Religião) – criador do jornal “Voz das Comunidades”, narrou pela internet a ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2010. Trabalha em projetos também nas favelas da Rocinha, Complexo da Maré e Cidade de Deus;

Stephanie Ribeiro (Humanitarismo e Religião) – arquiteta e urbanista, feminista e ativista pelos direitos dos negros, é colunista de diversas publicações brasileiras;

– o casal Erico Bras e Kenia Maria (Mídia e Cultura) – o primeiro é ator, conselheiro do Fundo de População da ONU Brasil e ao lado da esposa, também atriz, escritora e defensora da ONU Mulheres, tem o canal no Youtube Tá bom pra você?, que fala com bom humor sobre o preconceito;

Leandro “Emicida” Roque de Oliveira – cantor, compositor, produtor musical e desenhista. Seus versos altamente politizados, revolucionaram o rap brasileiro;

 

Marcus Vinícius Moreira Marinho (Política e Governança) – com formação em jornalismo, é diplomata do Ministério das Relações Exteriores.

A cerimônia de celebração do MIPAD 2018 acontecerá entre os dias 28/09 e 03/10, em Nova York, após a abertura da 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Durante todos os dias, os ganhadores do prêmio participarão de encontros para se conhecerem e trocarem ideias.

No ano passado, o casal de atores brasileiros Lázaro Ramos e Taís Araújo e a fundadora do Instituto Feira Preta, Adriana Barbosa, foram homenageados, ao lado de personalidades internacionais como Lupita Nyong’o, Rihanna, Tiger Woods, Lewis Hamilton e Beyoncé.

Fotos: reprodução Facebook

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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