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Garimpando na Caatinga

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A Caatinga é daqueles lugares que colocam nossa resistência à prova, sempre. O calor, a falta de água, os eternos areiões e espinhos que estão ali para lembrar que você está em um lugar especial.

Foi nesse ambiente que comecei a documentar as araras-azuis-de-lear em 2012, em uma viagem na companhia do fotógrafo baiano Emídio Luisi, quando tivemos a oportunidade de conhecer a Fazenda Serra Branca e a Estação Biológica de Canudos, os dois principais sítios reprodutivos da espécie. Foi encanto à primeira vista.

Logo já estava em contato com a pesquisadora Érica Pacífico e, dali em diante, foram mais três viagens acompanhando a equipe do seu projeto para documentar o incrível ressurgimento dessa espécie na região e os esforços para sua conservação.

Foram produzidas milhares de imagens em centenas de situações. Eu estava muito feliz com o resultado, mas o fato de ter produzido demais tornava o processo de edição do material tão penoso quanto andar pela Caatinga no meio do dia. Passei dias debruçado no material antes de poder enviá-lo para publicação.

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Passados alguns anos, iniciei um novo projeto sobre as araras brasileiras e resolvi resgatar o arquivo das araras-azuis-de-lear e olhar foto por foto.  E lá no meio daquelas milhares de imagens, encontrei esta que publico neste post e que passou despercebida quando editei o material naquela época.

Não consegui definir o motivo: se foi minha visão que mudou, ou simplesmente um ato falho naquela época. Mas o importante, mesmo, é que consegui garimpar essa singela imagem que hoje adorna o meu imaginário sobre esse lugar.

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