
Mês a mês, a destruição da Amazônia persiste. E pior que isso, aumenta. Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o desmatamento da floresta em junho apresentou um salto de 10,6% em relação ao mesmo mês de 2019.
Foram registrados 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento no mês passado, um recorde para o mês em toda a série histórica, que começou em 2015.
Os números divulgados hoje pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe revelam ainda que houve um aumento de 25% na destruição da Floresta Amazônica entre janeiro e junho de 2020, quando comparado ao mesmo período do ano passado.
Nesse semestre, a devastação na região já chega a 3.069,57 km².
O novo levantamento do Inpe chega no mesmo momento em que o Brasil recebe uma fortíssima pressão internacional sobre a ineficácia do controle ao desmatamento na Amazônia e que já tem gerado sanções comerciais a empresas que atuam no país.
Mostramos na semana passada, que a companhia norueguesa de salmão Grieg Seafood, uma das maiores do mundo em seu setor, suspendeu a compra de produtos ligados ao desmatamento brasileiro (leia mais aqui).
Já esta semana, empresários do próprio Brasil cobraram ações do governo e alertaram sobre a péssima imagem do governo Bolsonaro no exterior. Em carta, CEOs de companhias como Natura, Ambev, Bradesco, Itaú e Klabin, apontaram potencial prejuízo para a economia brasileira, já tão impactada pela pandemia da COVID-19, caso medidas urgentes não sejam implementadas na área socioambiental.
Vale lembrar que esses aumentos na taxa de desmatamento ocorrem apesar da presença das Forças Armadas na Amazônia, com a Operação Verde Brasil, que ficará lá até novembro, segundo anunciado pelo Palácio do Planalto.
Esta semana o vice-presidente, Hamilton Mourão, responsável pelo Conselho da Amazônia Legal e coordenador das operações na Amazônia, tentou acalmar investidores internacionais, que recentemente enviaram cartas a embaixadores do Brasil. O grupo, com representantes da Europa, Ásia e Estados Unidos, com ativos na ordem de US$ 4,1 trilhões, relatou apreensão com a atual situação ambiental.
Diante dos dados do Inpe, impossível colocar panos quentes sobre esse cenário alarmante e sem controle.
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Foto: Marcos Vergueiro/SECOMMT/Fotos Públicas
Não, Deus não é brasileiro, nem poderia ser. Ele é Planetario e na condição de Pai amoroso e justo nao privilegia este ou aquele filho, esta ou aquela região da Terra criada por Ele e tão mal administrada por nós. No entanto, se filhos irresponsáveis, imprevidentes e imaturos preferem apreciar o circo pegar fogo, corrigenda neles. Não pode é o santo pagar pelo pecador porque se a vaca foi pro brejo, alguém soltou ela e…nao foi Deus, claro.