Peter e Cacira são “velhos” conhecidos da equipe do projeto Onças do Iguaçu. E flagrar os dois juntos, em possível comportamento de acasalamento deixou todos em êxtase, conforme post divulgado nas redes sociais.
“Nossa equipe nem dormiu essa noite de tanta emoção! Olha só o que rolou ontem!!! O Peter foi flagrado arrastando uma asa (digo, uma pata) para a Cacira!!!… Lembrando que onças são animais solitários, os casais permanecem juntos apenas durante o período de cio da fêmea, geralmente 6 a 16 dias, depois se separam. Presenciar essa cena foi um presente lindo que recebemos. Que desse encontro dos dois venham filhotinhos!!!!! E que esse parque maravilhoso continue sendo um refúgio para as nossas onças”.
No vídeo é possível ver Peter e Cacira atravessando a rodovia que corta o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, e depois, deitados lado a lado, tranquilamente.
Peter é um macho, que foi batizado com esse nome em homenagem a Peter Crawshaw, pioneiro napesquisa e conservação das onças-pintadas, e que morreu vítima da covid-19 em 2021.
Já Cacira é uma mãezona. Teve vários filhotes nos últimos anos. Em 2019 deu à luz a Angá e Sapeca. Dois anos depois, foi avistada com duas outras oncinhas (leia mais aqui).
Onças-pintadas podem ter de um a quatro filhotes por vez, sendo mais comum um ou dois. Depois do nascimento, eles ficam com a mãe por aproximadamente dois anos, quando então partem para buscar seu próprio território.
Cacira ao lado de Peter
(Foto: Onças do Iguaçu)
No vídeo divulgado pelo Onças do Iguaçu, Cacira parece até ser um filhote ao lado de Peter, tal a diferença de tamanho entre os dois.
“Os machos são sempre maiores do que as fêmeas. O peso deles é cerca de 10 a 25% maior que o delas”, explica a bióloga Yara Barros, coordenadora do projeto.
A onça-pintada (Panthera onca), também chamada de jaguar, originalmente era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Atualmente a espécie está oficialmente extinta em território norte-americano, é muito rara no México, mas ainda pode ser vista na Argentina, Paraguai e Brasil, todavia, continua muito ameaçada pela caça ilegal, a perda de habitat e a fragmentação da mata, provocadas pelo desmatamento e a expansão urbana e agropecuária.
Além disso, esses animais obviamente morrem de causas naturais, como doenças e disputas por território.
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Fotos: divulgação Onças do Iguaçu