
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou que a Cobasi*, em Porto Alegre, forneça esclarecimentos sobre denúncia de maus-tratos a animais e explique por quê dezenas de animais – entre pássaros, roedores e peixes – foram deixados para morrer no petshop, inundado pela chuva histórica e transbordamento do rio Guaíba na capital gaúcha nas últimas semanas.
A primeira inspeção feita na loja, localizada dentro de um shopping, aconteceu na segunda-feira (20/05), numa ação conjunta com a Polícia Civil e a Brigada Militar Ambiental do Rio Grande do Sul. Todavia, a equipe do Ibama não conseguiu chegar ao subsolo que continuava inundado e onde os gerentes do petshop informaram que estariam os animais. Os servidores lacraram então a porta de acesso ao local para que ela fosse inspecionada quando a água baixasse.
Apesar de terem deixado os animais pra trás, os funcionários admitiram que “tiveram tempo para proteger equipamentos eletrônicos como computadores, levando-os para o mezanino”, relatou o Ibama.
Finalmente, na quinta-feira (23/05) foi possível chegar ao subsolo onde foi encontrada uma cena de horror.
“Foram identificados restos de 38 animais, muitos deles presos em gaiolas, em grau avançado de decomposição. As mortes [pássaros e roedores] tiveram como causa afogamento em águas contaminadas vindas de transbordamentos dos esgotos da cidade”, informou em nota o Ibama.
O instituto ressaltou ainda que está aguardando as informações solicitadas na notificação aplicada à Cobasi para produzir o laudo que resultará em autuações ambientais.
Abaixo o vídeo divulgado pelo Ibama, que mostra a tentativa da primeira fiscalização, no início da semana, e já dava a ideia da destruição no local:
*O Ibama não mencionou o nome da Cobasi em suas notícias, mas a empresa foi identificada pela imprensa local e organizações de proteção animal do Rio Grande do Sul
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Foto de abertura: divulgação Ibama