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Autoridades são obrigadas a sacrificar filhote de bisão após interação indevida de turista em parque nos EUA

Autoridades são obrigadas a sacrificar filhote de bisão após interação indevida de turista em parque nos EUA

*Atualizado em 04/06/23
Clifford Walters se apresentou às autoridades e se declarou culpado por interferir com a vida selvagem no Parque Nacional de Yellowstone, após tirar o filhote de bisão do rio e o levado para a estrada. O homem pagará uma multa de U$ 500, cerca de R$ 2.500 e prestará serviços comunitários. Também será obrigada a custear o processo legal e gastos com advogados.
Abaixo segue o texto original da reportagem.

Vida selvagem de um lado, seres humanos de outro. Quando será que algumas pessoas vão finalmente entender isso? Por causa do desrespeito a essa regra básica sobre a convivência com os animais silvestres, um filhote de bisão precisou ser sacrificado no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.

Em um comunicado oficial, a administração do parque relatou que no dia 20 de maio, um homem aproximou-se do filhote recém-nascido numa área do parque. O animal se separou da mãe quando o rebanho cruzou um rio. Enquanto o filhote tentava reencontrar a mãe, o homem tirou o filhote do rio e o colocou na estrada.

Depois disso, turistas viram o filhote andando sem rumo no meio da rua, seguindo veículos e pessoas.

“A interferência das pessoas pode fazer com que a vida selvagem rejeite seus descendentes. Nesse caso, os guardas florestais tentaram repetidamente reunir o filhote com o rebanho. Esses esforços falharam. O filhote foi posteriormente morto por funcionários do parque porque foi abandonado pelo grupo de bisões e causou uma situação perigosa ao se aproximar de carros e pessoas ao longo da estrada”, informou Yellowstone.

Agora a administração do parque tenta identificar o homem que interagiu com o filhote para processá-lo criminalmente.

“A aproximação com animais silvestres pode afetar drasticamente seu bem-estar e, neste caso, sua sobrevivência”, ressaltou a equipe local.

No final de 2021, uma turista americana que ficou perto de uma ursa com filhotes em Yellowsonte para tirar fotos recebeu sentença de prisão e multa de 2 mil dólares. Na época, o advogado que representou o caso afirmou: “O parque não é um zoológico onde os animais podem ser vistos dentro da segurança de um recinto cercado. Aproximar-se de uma ursa-parda com filhotes é absolutamente estúpido”.

No verão de 2022, alta temporada para a visitação dos parques nacionais americanos, também foram registrados vários acidentes envolvendo bisões e pessoas. Em apenas um mês, três turistas foram atacados por esses animais em Yellowstone: todos estavam próximos demais (leia mais aqui).

Maior animal terrestre da América do Norte, o bisão-americano (Bison bison) podia ser visto em rebanhos que beiravam os milhões num passado muito distante. Sua distribuição foi tão ampla que a espécie era encontrada desde o Alasca até o norte do México. Quando os primeiros colonizadores europeus colocaram o pé em terras norte-americanas, esses animais foram caçados e mortos até praticamente a extinção. No século 19, restaram menos de 100 deles na natureza. Hoje podem ser avistados em pequenas populações, em geral dentro de reservas de proteção.

Um bisão pode pesar mais de 1 tonelada e consegue atingir uma velocidade superior a 60 km por hora. Está entre os animais considerados mais perigosos para visitantes em parques americanos.

A recomendação é que turistas se mantenham a, no mínimo, 23 metros de distância de animais selvagens como bisões e veados e a 90 metros de ursos e lobos.

Leia também:
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Caso de jovem mordida por filhote de urso reforça alerta sobre perigo de interação entre seres humanos e animais selvagens

Foto de abertura: divulgação Yellowstone National Park

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Regina M
Regina M
10 meses atrás

Achei bem radical a decisão do parque.
Não deu certo a reintrodução ao rebanho original, ok. Não poderia então levar o pequeno para um santuário? Mas isso nem é cogitado, é extremista mesmo – sacrificar o animal saudável. Nossa…

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