Em março deste ano, o líder indígena, pensador, jornalista, autor, poeta, ambientalista e Doutor Honoris Causa pelas universidades de Juiz de Fora (2016) e de Brasília (2021), Ailton Krenak, tomou posse na Academia Mineira de Letras (AML) da cadeira 24, antes ocupada pelo escritor e jornalista Eduardo Almeida Reis. Em julho do ano passado, Krenak foi eleito pela maioria de seus membros.
Agora, o autor de Ideias para Adiar o Fim do Mundo, A Vida Não É Útil e Futuro Ancestral, decidiu se candidatar à cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras (ABL), deixada pelo historiador José Murilo Carvalho, no último domingo, 13/8, quando faleceu.
Na Sessão da Saudade, realizada ontem, os membros da ABL se despediram de Carvalho e anunciaram a disponibilidade oficial da vaga. À reportagem da Folha de SP, Krenak declarou: “Decidi apresentar meu nome à ABL amanhã”.
A escolha do novo imortal será realizada em 45 dias e Krenak já desponta como favorito já que tem o apoio de boa parte dos ‘imortais’.
Caso seja eleito, ele será a primeira liderança indígena da instituição centenária.
O primeiro candidato indígena
Há quase dois anos, o escritor Daniel Munduruku – que atua na novela Terra e Paixão, da TV Globo – pleiteou a cadeira 12 da ABL, deixada pelo crítico literário Alfredo Bosi.
Mas, apesar do apoio de mais de 100 escritores (entre eles, Krenak), além celebridades e de movimentos sociais, por meio de declarações nas redes sociais e abaixo-assinados, ele foi derrotado pelo médico Paulo Niemeyer Filho.