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Resgatado no litoral catarinense lobo-marinho que tinha rede no pescoço desde filhote

Resgatado no litoral catarinense lobo-marinho que tinha rede no pescoço desde filhote

No último dia 17 de setembro, um jovem lobo-marinho-do-Sul (Arctocephalus australis) foi resgatado na Praia do Moçambique, em Florianópolis. O animal tinha preso no pescoço um pedaço de uma rede de pesca, que já tinha provocado uma ferida em sua pele porque devia estar ali há bastante tempo.

“Provavelmente o enredamento ocorreu quando o animal ainda era pequeno e, com o crescimento, houve uma constrição do pescoço e consequente corte da pele. Caso a rede não fosse retirada, o corte ficaria cada vez mais profundo, podendo levar a infecções secundárias e até ao óbito do animal”, explica Cristiane Kolesnikovas, presidente da R3 Animal, organização responsável pela reabilitação do lobo-marinho.

Felizmente, a ferida não estava contaminada, o que facilitará a cicatrização. “Todos os dias, nossa equipe veterinária faz a limpeza e aplica pomada cicatrizante”, diz a especialista.

Resgatado no litoral catarinense lobo-marinho que tinha rede no pescoço desde filhote

O ferimento no pescoço: rede já devia estar ali há muito tempo
(Foto: Nilson Coelho/R3 Animal)

Exames apontaram ainda uma leve anemia no animal, por isso a equipe da ONG está tomando maiores cuidados com sua alimentação, que inclui suplementos de vitaminas. Os veterinários acreditam que após a cicatrização da lesão no pescoço e ganhando mais peso, os exames estarão normais e em cerca de um mês, o lobo-marinho poderá voltar à natureza.

Resgatado no litoral catarinense lobo-marinho que tinha rede no pescoço desde filhote

A rede presa no pescoço, antes de ser retirada
(Fotos: Nilson Coelho/R3 Animal)

O caso é mais um exemplo dos impactos do descarte de lixo, incluindo redes de pescas, nos oceanos. Todos os anos milhões de animais são encontrados presos nestes detritos. Muitos acabam perdendo a vida; sufocados, como consequência de ferimentos ou porque não têm mais mobilidade para buscar alimentos.

“Ao descartar argolas, lacres de embalagens, além do descarte correto, lembre-se sempre de cortá-los. Uma atitude simples que pode evitar que os resíduos sólidos não fiquem presos em animais selvagens”, alerta a R3 Animal.

Se tudo der certo, em breve o animal deverá ser levado de volta ao mar
(Foto: Crislei Wozniak)

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*Caso você aviste um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, no Paraná, Santa Catarina ou São Paulo, ligue para o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), no telefone 0800 642 3341. No Rio de Janeiro o número é 0800 9995151Sua ajuda é fundamental para salvar vidas!

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