A Amazônia Legal compreende oito estados brasileiros – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins, e parte do Maranhão – e corresponde a 59% do território nacional.
Essa região é diariamente acompanhada pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com o sistema Deter que identifica alertas de desmatamento e os divulga em seu site.
Na semana passada, a instituição apresentou o índice de maio, que aponta alertas detectados em uma área de 900km², a segunda maior para o mês, em seis anos, ficando atrás apenas de 2021.
Pela segunda vez no ano, o Amazonas (estado que abriga o Vale do Javari, região onde desapareceram o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips) foi o que mais desmatou: quase 1/3 desse total ou 298 km². Ultrapassou novamente o Pará – 272 km² – que, até em geral, lidera o ranking da devastação.
Rondônia ficou em terceiro lugar (149 km²), deixando para trás o Mato Grosso (147 km²) que, em abril, estava nessa posição. Em seguida, Acre (28 km²), Maranhão (5 km²), Roraima e Tocantins (com 1 km², cada). Não foram registrados alertas no Amapá.
O sistema Deter não é o dado oficial de desmatamento na Amazônia (missão de outro sistema: o Prodes), mas identifica alterações diárias da cobertura florestal em áreas maiores que três hectares ou 0,03 km², indicando áreas totalmente devastadas e em processo de degradação devido a atividades ilegais como garimpo ilegal, exploração de madeira, grilagem, entre outras.
Os dados do Prodes (que apresentam o cenário da devastação de agosto de um ano a julho de outro), podem superar o que é sinalizado pelo Deter. Portanto, em agosto próximo, podemos ter más notícias novamente. A última medição oficial refere-se ao período que vai de agosto de 2020 a julho de 2021 e indica alertas em 13 mil km² na Amazônia Legal.
Foto: Victor Moriyama/Greenpeace Brasil