Baleia jubarte aparece morta em Santa Catarina com artefatos de pesca presos ao corpo

Baleia jubarte aparece morta em Santa Catarina com artefatos de pesca presos ao corpo

Uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) com artefatos de rede de pesca enroscados ao corpo foi avistada boiando, morta, próximo à Praia da Galheta, em Florianópolis, ontem (26/05). Esta é a segunda baleia observada desde a semana passada, na região da capital catarinense, enredada em petrechos de pesca.

Segundo a Associação R3 Animal, que está acompanhando os casos, a primeira baleia encontrada foi na quinta-feira passada, 20/05. Após receber imagens do animal, uma equipe do Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM) saiu à procura da baleia, mas ela não foi localizada mais.

No domingo, entretanto, foram avistadas outras 13 baleias-jubarte, em cinco grupos distintos, nas proximidades da Barra da Lagoa até o Morro das Pedras.

Os especialistas explicam que quando uma baleia é achada, presa em redes de pesca, o procedimento para retirada desse material é arriscado tanto para o cetáceo como para as pessoas, por isso ele só deve ser realizado por uma equipe treinada, devidamente equipada e oficialmente autorizada.

Já se sabe que a baleia sem vida, que estava boiando ontem, era um juvenil. A expectativa é que, com as correntes marinhas, ela acabe encalhada em alguma praia. Quando isso acontecer, serão coletadas amostras da carcaça para exames de pesquisa e necropsia e depois, ela será enterrada na areia.

Todos os anos as baleias jubarte podem ser vistas no litoral brasileiro. Elas chegam ao país, vindas da Antártica, para se reproduzir nas águas quentes dos trópicos. O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia, é considerado o berçário da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental. Com o aumento de sua população nos últimos anos, as jubartes estão aparecendo com mais frequência em outros locais da costa do Brasil.

Descrita pela primeira vez na Nova Inglaterra (Estados Unidos), a baleia jubarte tem seu nome científico vindo deste local – novaeangliae -, e Megaptera – que em grego antigo significa “grandes asas”, já que suas imensas nadadeiras peitorais podem medir até 1/3 do comprimento total de seu corpo, algo em torno de 16 metros.

As jubartes podem ser encontradas em todos os oceanos. Chegam a pesar até 40 toneladas. Se alimentam basicamente de pequenos crustáceos chamados de krills, filtrando água através das barbatanas (placas de queratina que descem do céu da boca). Como é um animal do topo da cadeia alimentar, é um excelente indicador da qualidade e do equilíbrio das águas do planeta.  

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*Caso você aviste um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, no Paraná, Santa Catarina ou São Paulo, ligue para o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), no telefone 0800 642 3341. No Rio de Janeiro o número é 0800 9995151. Sua ajuda é fundamental para salvar vidas!

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Foto: Emanuel Ferreira/R3 Animal

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.