Americano irá para prisão e pagará multa de U$ 1 mil após matar elefante-marinho na Califórnia

Americano irá para prisão e pagará multa de U$ 1 mil após matar elefante-marinho na Califórnia

Em setembro de 2019, Jordan Gerbich, de 30 anos, usou uma arma para dar um tiro na cabeça de um elefante-marinho, perto de um santuário de vida marinha na Baía de Monterey, na Califórnia. De acordo com seu relato a autoridades locais, ele foi desafiado por um amigo, que estaria “intoxicado” por uma substância ilícita, e estava arrependido do que fez. O animal foi encontrado sem vida no dia seguinte, com a barbatana da cauda também cortada.

O americano foi a julgamento e agora passará três meses cumprindo pena em uma prisão federal, terá que pagar uma multa de U$ 1 mil, cerca de R$ 5.600 mil, e ficará ainda em prisão domiciliar por mais três meses. Além disso, precisará realizar 120 horas de serviços comunitários.

Apesar de os advogados de defesa terem alegado que Gerbich tinha sofrido abusos quando criança e fazia uso de drogas, parte de um “processo de auto-afirmação”, os procuradores afirmaram que o assassinato do elefante-marinho foi um ato premeditado.

Elefantes-marinhos (Mirounga) são a segunda maior espécie de foca do planeta. Os machos podem medir até 6,5 metros e pesar cerca de seis toneladas. Por serem muito grandes e pesados, se movem lentamente. Existem duas espécies conhecidas, o leão-marinho-do-sul, que vive em áreas da Antártica, e o do norte, registrado no Pacífico, nas costas da Califórnia, México e Guadalupe.

O elefante-marinho-do-sul tem uma expectativa de vida muito superior ao do norte: pode chegar até os 20, 22 anos de idade. Já o do norte vive em média nove anos.

Depois de quase serem extintos no começo do século passado, os elefantes-marinhos se tornaram uma espécie protegida nos Estados Unidos. Nas últimas décadas esses animais tiveram uma grande recuperação nos números de sua população, mas ainda são vítimas de colisões com embarcações e das redes de pescas.

Punições mais severas como esta também deveriam ser aplicadas no Brasil. Na semana passada mesmo noticiamos aqui no Conexão Planeta que uma necropsia revelou que um leão-marinho resgatado em Florianópolis tinha uma bala de arma de fogo na cabeça.

O Departamento de Execução da Lei da Agência Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos está atualmente oferecendo uma recompensa de U$ 20 mil, cerca de R$ 110 mil, para qualquer pessoa que forneça informações sobre um outro crime contra a vida selvagem: um leão-marinho, também assassinado com um tiro na cabeça, enquanto descansava em uma bóia de navegação, em dezembro de 2020.

O animal da espécie, que é protegida por leis federais, foi encontrado morto em New York Slough, também na Califórnia.

Nos Estados Unidos, os animais marinhos são protegidos pelo Marine Mammal Protection Act

Leia também:
Toninha: o menor golfinho da costa brasileira e o mais ameaçado do Atlântico Sul
Mais de 100 entidades assinam manifesto pela revogação de decretos que facilitam acesso a armas de fogo

Em vídeo, artistas protestam contra a liberação da caça de animais no Brasil
Contra a caça de animais silvestres: por mais vida e paz em nossas florestas!

Fotos: domínio público/pixabay (abertura) e divulgação NOAA (leão-marinho)


Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Um comentário em “Americano irá para prisão e pagará multa de U$ 1 mil após matar elefante-marinho na Califórnia

  • 19 de abril de 2021 em 5:06 PM
    Permalink

    Toda vida é sagrada, a dos algozes tambem, mas sejam espécies em extinção ou não, inocentes têm prioridade na opção viver ou não. Torcemos pelas vítimas e lamentamos quando os verdugos continuam vivos, no lugar delas, para matar de novo.

    Resposta

Deixe uma resposta