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Tamanduá-bandeira é avistado no Pampa gaúcho após mais de um século de extinção no estado

Tamanduá-bandeira é avistado no Pampa gaúcho após mais de um século de extinção no estado

Foi uma surpresa comemoradíssima, mas com ela veio um mistério. Se não houve um projeto de reintrodução naquela região do Rio Grande do Sul, como um tamanduá-bandeira teria aparecido no Parque Estadual do Espinilho se há 130 anos a espécie é considerada extinta no estado?

A imagem do animal com rabo longo e grosso, orelhas pequenas e focinho alongado, caminhando calmamente entre as árvores durante a noite, foi capturada por armadilhas fotográficas instaladas por um grupo de pesquisadores que estudava as espécies do parque, uma unidade de conservação, localizada no município de Barra do Quaraí.

 “A gente acredita que esse bicho seja uma expansão do trabalho de reintrodução feito na Argentina, lá em Esteros del Iberá, do trabalho da Fundação Rewilding. Esses animais estão adentrando o Rio Grande do Sul. No Uruguai, o tamanduá também já tinha sido extinto no mesmo período em que isso aconteceu aqui no Pampa brasileiro”, explica o biólogo Fábio Mazim, que atua no Parque do Espinilho e faz parte do grupo responsável pelo registro. 

O primeiro flagrante do tamanduá-bandeira ocorreu em junho e desde então outros já foram feitos. Não se sabe ainda se eles são do mesmo indivíduo ou mais de um.

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Tamanduá-bandeira é avistado no Pampa gaúcho após mais de um século de extinção no estado

Um dos registros captados pelas câmeras das armadilhas fotográficas
(Foto: reprodução)

O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), conhecido ainda como papa-formigas, tamanduá-açú, jurumi ou jurumim, é considerado ameaçado de extinção. A espécie não é endêmica do Brasil, pode ser observada também em outros países das Américas do Sul e Central. Mas em alguns estados brasileiros ela já deixou de ser vista, como em Santa Catarina, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Esse mamífero pode ser facilmente reconhecido por seu tamanho – os machos têm em média 2 metros de comprimento.

A espécie apresenta hábitos terrestre e solitário, com exceção da mãe com seu filhote, durante o período de amamentação, e da época de reprodução, quando podem ser formados casais. O tamanduá-bandeira pode ser observado ao longo do dia e da noite, dependendo da temperatura e da chuva. Pode comer até 30 mil formigas e cupins por dia.

A gestação da fêmea dura em torno de 180 dias e ocorre apenas uma vez por ano, quando em geral dá à luz a um filhote.

*Com informações e entrevista contida no texto divulgado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul

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Foto de abertura: divulgação Governo do Estado do Rio Grande do Sul

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