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Novos registros em mais uma captura de Alvinho, raro tamanduá-bandeira albino monitorado no Mato Grosso do Sul

Quando vi as patas “fofinhas”, com garras longas e pontiagudas, da foto acima, no Instagram, imediatamente pensei em Alvinho, raro tamanduá-bandeira albino sobre o qual escrevo desde dezembro de 2022, um tempo depois que foi descoberto no Mato Grosso do Sul.

Achei a imagem linda, mas logo pensei que poderia ter acontecido algo ruim a ele, visto que sua condição de albino o coloca numa situação de vulnerabilidade maior do que outros de sua espécie.

Demorei para ler a legenda e ver as demais imagens do post, mas assim que o fiz, me acalmei e sorri. É um dos ótimos registros da última captura realizada esta semana pelos pesquisadores do projeto Bandeiras e Rodovias, do ICAS – Instituto de Conservação de Animais Silvestres.

Como nem sempre é possível produzir boas imagens – devido às condições do tempo, do local ou das atividades realizadas com ele -, desta vez a equipe caprichou: o resultado é muito bacana. Reproduzo algumas imagens aqui.

Pra que garras tão longas, Alvinho? “É pra escavar formigueiros e cupinzeiros e capturar, com minha língua extensível, formigas e cupins!” / Foto: Stephany Bermudez/Projeto Bandeiras e Rodovias
O pelo claro não permite que ele se camufle e despiste predadores / Foto: Stephany Bermudez/Projeto Bandeiras e Rodovias
Alvinho ainda é muito pequeno: seu rabo parece maior do que seu corpo / Foto: Luisa Barbieri/Projeto Bandeiras e Rodovias
Os olhos dos animais capturados para análise ficam sempre vendados / Foto: Stephany Bermudez/Bandeiras e Rodovias

No final deste post, assista ao vídeo que mostra Alvinho voltando à mata e à sua rotina logo depois de acordar. Ele continua crescendo muito saudável.

Alvinho, com seu rádio-colete, voltando à mata e à rotina / Foto: Luisa Barbieri/Projeto Bandeiras e Rodovias

Monitoramento

Pra quem não sabe ou não lembra, Alvinho foi descoberto em meados de 2022 por funcionários da Fazenda Barra Bonita, na região de Três Lagoas, no Cerrado do Mato Grosso do Sul, e logo apresentado à equipe do ICAS (contamos aqui), organização que, desde 2017, se dedica a estudos de conservação e monitoramento do tamanduá-bandeira nessa região e à elaboração de medidas de mitigação contra atropelamentos da espécie.

Nesse dia, o filhote raro foi batizado carinhosamente em homenagem à sua cor. E, em setembro do mesmo ano, recebeu rádio-colete para que fosse monitorado devido à sua condição genética (distúrbio caracterizado pela ausência de melanina). 

O objetivo do projeto é estudar o comportamento e as necessidades de um animal de vida livre albino, que é menos adaptado à natureza e, por isso, mais suscetível ao sol, calor, frio e a predadores (sua cor não permite que se camufle na mata), aprofundando as pesquisas sobre a espécie nessa condição.

Desde então os veterinários o visitam e observam regularmente, sem interferir em sua rotina no habitat onde vive, na fazenda onde foi encontrado. Quando é necessário colher material para exames a fim de verificar seu estado de saúde ou trocar o colete (porque a bateria acabou ou porque Alvinho cresceu), ele é capturado. 

Em 4 de setembro de 2023, por exemplo, ele deixou de usar o colete tamanho bebê porque tornou-se um jovem tamanduá-bandeira, com um ano e meio e 16 kg. Ganhou outro, maior.

A seguir, assista ao vídeo (no final da sequência de imagens) em que Alvinho aparece voltando à sua rotina depois de acordar da anestesia. Ele está lindo!

Foto (destaque): Luisa Barbieri/Projeto Bandeiras e Rodovias

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