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“Em qualquer guerra, estou do lado da paz”, diz Kobra, artista que pinta a esperança em suas obras

"Em qualquer guerra, estou do lado da paz", diz Kobra, artista que pinta a esperança em suas obras

Quem acompanha Kobra conhece as mensagens de esperança e de paz que o artista passa em suas obras e também nos pequenos textos que compartilha nas redes sociais. E essas mensagens amorosas têm se intensificado nos últimos tempos. 

No cenário de intolerância, violências, guerras e conflitos que vivemos, suas manifestações são um alento, um respiro na loucura. Já falamos algumas vezes dele, aqui, no site; ele tem sido um bom companheiro e inspiração. Destaco alguns momentos a seguir.

Em abril de 2019, o artista alertou sobre o aquecimento global, numa releitura de Salvador Dali. Em abril de 2020, quando lançou campanha pelos moradores de rua logo no início da pandemia do coronavírus. Em fevereiro de 2021, ele produziu um mural gigante para falar que “a literatura nos leva a lugares mais altos” e convidou seus seguidores a indicarem seus livros preferidos para que ele incluísse em “sua” estante.

Foto: Drone Cyrillo

No final do ano passado, pintou um mural em Nova York para homenagear as mulheres, dizendo que precisamos ter um planeta “mais feminino”. Em 25 de janeiro, presenteou São Paulo com o mural Ciência e Fé, pintado na fachada do Hospital das Clínicas (HC) para celebrar esse importante centro médico e seus profissionais.

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Foto: Drone Cyrillo

Kobra está finalizando outro painel no HC, que batizou de Metamorfoses, sobre o qual contaremos em breve.

Neste post, quero falar de paz, tema que tem marcado de maneira muito especial seus últimos trabalhos, devido à guerra na Ucrânia, claro, mas também como reflexão sobre os conflitos que não cessam em regiões do Oriente Médio e da África e nas favelas das grandes cidades brasileiras, entre outros lugares do planeta.  

Um mundo sem guerras

Em tempos de tantos conflitos, é cada vez mais urgente construirmos a paz”, diz ele na legenda das publicações nas redes sociais, quando apresentou a obra que finalizou na semana passada no bairro do Tatuapé, em São Paulo. 

Nela, uma garota de costas, com longas tranças, grafita o símbolo internacional da paz (popularizado pelo movimento hippie nos anos 60), segurando um ursinho de pelúcia na outra mão. Sua blusa e seus braços trazem o mosaico multicolorido que é marca registrada do artista.

"Em qualquer guerra, estou do lado da paz", diz Kobra, artista que pinta a esperança em suas obras
Foto: Drone Cyrillo

“Fiz essa imagem simples com o objetivo de passar uma mensagem importante: não podemos perder a esperança de um dia vivermos em um mundo sem guerras, com a humanidade unida em busca de um futuro melhor para todos. Você acredita que isso um dia vai ser possível?”. Eu acredito.

A bandeira do pacifismo 

Impossível olhar para as pinturas em tela abaixo e não pensar na invasão da Ucrânia pela Rússia. E essa foi sua ‘inspiração’. 

“Não importa se há razões geopolíticas, econômicas, históricas ou até sociais: uma guerra não pode ser justificável — e em situações de conflito, acredito em uma única bandeira, a do pacifismo. Porque mesmo que as motivações sejam tratadas nos gabinetes, elas sempre resultam em vidas perdidas: seres humanos como você, seres humanos como eu”.

"Em qualquer guerra, estou do lado da paz", diz Kobra, artista que pinta a esperança em suas obras

Em qualquer guerra, eu estou do lado da paz. E é por isso que faço da minha obra um espaço de disseminação de mensagens pacifistas pelo mundo”.

"Em qualquer guerra, estou do lado da paz", diz Kobra, artista que pinta a esperança em suas obras

Arte e música no Municipal

5 de março é uma data importante para a música, em especial para os brasileiros que amam música e a escolheram como profissão: celebra-se o aniversário de Heitor Villa-Lobos e o Dia Nacional da Música. Pra marcar as duas efemérides, o Theatro Municipal de São Paulo convidou o maestro Roberto Minczuk* e Kobra para dividirem o palco com a Orquestra Sinfônica Municipal.

Assim, em duas apresentações, enquanto a orquestra tocava as Bachianas Brasileiras, de Villa-Lobos, o artista finalizava três murais instalados nas laterais e fundo do palco. Um deleite para a plateia. 

Foto: Drone Cyrillo

Ao final, como referência à guerra na Ucrânia e ao desejo de paz, a orquestra tocou o Gran Finale da Nona Sinfonia de Beethoven, enquanto Kobra terminava o último painel. 

Foto: Drone Cyrillo

“Sempre busco inspiração em outras formas de arte, como a arquitetura, a poesia, o teatro, o cinema e a música. Até há pouco tempo eu não tinha muito interesse por música erudita, mas comecei a pesquisar mais quando pintei um mural sobre Arthur Rubinstein, em Lodz, na Polônia. Agora, ao receber o convite do maestro Minczuk tive a oportunidade de mergulhar na história do Villa-Lobos e aprender mais sobre ele e sua obra”, contou o muralista. 

E finalizou: “O maestro Minczuk teve uma atitude de vanguarda, no espírito da Semana de 22 (celebrada este més), ao convidar um artista de rua para um evento tão importante”.

Ao final da apresentação, Kobra se uniu ao maestro e aos músicos para uma manifestação com cartazes que foram erguidos com as letras que formam a palavra PEACE, paz em inglês, como mostra a foto abaixo, feita pelo filósofo Leandro Karnal. Emocionante!

Além de maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal, Roberto Minczuk é também maestro emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira (da qual foi regente titular de 2005 a 2015), maestro titular da Filarmônica do Novo México, nos Estados Unidos, e maestro emérito da Filarmônica de Calgary, no Canadá. Na foto abaixo, Minczuk e Kobra no ateliê do artista

Foto: Drone Cyrillo

Foto (destaque): Drone Cyrillo

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