
Pelo calendário oficial, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, no Japão, deveriam ter sido realizados em 2020, mas foram adiados devido à pandemia. E, apesar das críticas e da pressão para um novo cancelamento, tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto o governo japonês descartam essa possibilidade.
Em fevereiro deste ano, no mesmo dia em que o estado de emergência havia sido prorrogado na capital, o presidente do comitê organizador local, Yoshiro Mori, chegou a afirmar que a discussão sobre o evento “não é se vamos organizar ou não, é sobre como vamos fazer’ e que ele vai ocorrer “independentemente da pandemia”.
Assim, os Jogos Olímpicos devem ser realizados entre 23 de julho e 8 de agosto, com previsão de participação de 11 mil atletas de todo o mundo. E os Jogos Paralímpicos, entre 24 de agosto e 5 de setembro.
O anúncio feito hoje, 6 de maio, pelos laboratórios Pfizer e BioNTech de que chegaram a um acordo com o COI para fornecer sua vacina contra a Covid-19 aos atletas e membros das delegações destes jogos vem reforçar essa decisão.
Vale destacar que a vacina desenvolvida e produzida pelos dois laboratórios tem mais de 90% de eficácia.
Para que dê tempo de todas as delegações receberem a segunda dose antes de desembarcarem em Tóquio, as primeiras entregas de vacinas devem ocorrer no fim de maio.
O COI nunca falou em obrigatoriedade da vacinação; apenas a recomendava aos participantes. Agora, com o acordo, o presidente do COI, Thomas Bach, declarou que a vacinação é mais uma medida importante “que ajudará a tornar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio em um evento seguro para todos os participantes”.
E como está a Covid-19 no Japão?
A notícia das vacinas realmente é animadora, mas a julgar pelos dados registrados até agora, sobre casos confirmados e mortes, num país que tem 126 milhões de habitantes, parece que Tóquio está longe de poder afirmar que o ambiente estará controlado e seguro para a realização das Olimpíadas.
A capital continua em estado de emergência devido ao aumento de casos.
Desde o início da pandemia até agora, o país já registrou 622 mil casos e 10,5 mil óbitos. Por dia, em média, são 5 mil infectados e 60 mortos.
Vamos acompanhar.
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