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Com registro impressionante de caranguejo-ferradura, francês ganha pela segunda vez o Wildlife Photographer of the Year

Com registro impressionante de caranguejo-ferradura, francês ganha pela segunda vez o Wildlife Photographer of the Year

Durante 300 milhões de anos essa criatura impressionante, que mais parece uma nave alienígena, sobreviveu escondida embaixo das águas do planeta, mas nos últimos anos a sobrevivência do caranguejo-ferradura se tornou ameaçada pela destruição de seu habitat e a sobrepesca dos oceanos. Todavia, na reserva de proteção da Ilha de Pangatalan, nas Filipinas, ele está em segurança. Foi lá que o fotógrafo francês Laurent Ballesta fez essa imagem incrível, escolhida como a grande vencedora do Wildlife Photographer of the Year 2023.

Com a conquista, o biólogo marinho se torna o segundo fotógrafo a vencer por duas vezes a competição, promovida há 59 anos pelo Museu de História Natural de Londres. A cerimônia com o anúncio dos premiados aconteceu nesta terça-feira.

Ballesta, que concorreu na categoria “Portfólio”, contou que ficou observando o caranguejo-ferradura de três espinhos se mover lentamente sobre a lama, em busca de comida. Ele focou sua câmera na carapaça dourada e protetora do animal e no trio de trevallies-dourados juvenis prontos para descer em busca de pedaços comestíveis em seu rastro.

A carapaça do caranguejo-ferradura esconde 12 apêndices. Um par, chamado quelíceras, é usado para empurrar alimentos, como pequenos invertebrados ou algas, para dentro da boca. Os outros cinco pares são usados ​​para locomoção. Sua boca fica entre os apêndices, cada um com uma base especializada que ajuda a triturar os alimentos.

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A carapaça do caranguejo-ferradura com seus espinhos
(Foto: Laurent Ballesta / Wildlife Photographer of the Year)

O caranguejo-ferradura de três espinhos é normalmente encontrado em águas mornas do sudeste da Ásia. Apesar do nome, a espécie – só são quatro conhecidas no mundo – tem um parentesco maior com aranhas e escorpiões.

Além da aparência exótica, esses animais têm uma outra particularidade: eles possuem o sangue azul. E esse sangue é utilizado em testes para o desenvolvimento de vacinas porque contém células imunológicas excepcionalmente sensíveis a bactérias tóxicas e assim que as detectam, coagulam, para evitar a invasão de toxinas. Cientistas usam essas células num teste, que verifica a contaminação de novas vacinas.

Uma das imagens que faz parte do conjunto premiado na categoria Portfólio
(Foto: Laurent Ballesta / Wildlife Photographer of the Year)

Premiado pela segunda vez no Wildlife Photographer of the Year

Laurent Ballesta já tinha recibo o prêmio principal da competição em 2021. Naquele ano, ele flagrou o momento da desova anual das garoupas. A imagem, feita durante a noite, mostrava uma nuvem leitosa de esperma e óvulos se misturando à água, iluminada pela lua cheia. O registro também conquistou o 1o lugar na categoria “Subaquática”, sua especialidade.

Nesta edição o Wildlife Photographer of the Year recebeu quase 50 mil inscrições, de fotógrafos profissionais e amadores de 95 países. Um júri internacional analisou todas os registros de forma anônima, levando em conta criatividade, originalidade e excelência técnica.

Com registro impressionante de caranguejo-ferradura, francês ganha pela segunda vez o Wildlife Photographer of the Year

A imagem de Ballesta que venceu em 2021

*Texto atualizado em 11/10/23

Leia também:
Beleza e dor são retratadas nas imagens em destaque no Wildlife Photographer of the Year 2023

Foto de abertura: Laurent Ballesta / Wildlife Photographer of the Year

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