Capturada na Austrália maior aranha já encontrada de espécie mais venenosa do mundo

Capturada na Austrália maior aranha já encontrada de espécie mais venenosa do mundo

A aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é considerada o aracnídeo mais perigoso do mundo. Nativa da Austrália, não é grande que nem uma tarântula, mas sua picada é letal. Mas graças a um antídoto criado em 1981, nenhuma morte foi registrada no país.

Entretanto, para manter um banco de estoque do antídoto, as autoridades australianas pedem que sempre que uma aranha-teia-de-funil seja encontrada, a população as capture e entregue para os órgãos competentes.

E para a surpresa da equipe do Australian Reptile Park, em Sidney, há poucos dias chegou no local um macho, de 7,9 cm, que é a maior aranha da espécie já encontrada até hoje. Ela foi batizada de “Hércules”.

“Os machos são normalmente muito menores que as fêmeas, mas Hércules é tão grande quanto a maior aranha-teia-de-funil feminina que recebemos ????. Hércules e suas presas ENORMES juntaram-se ao nosso programa de produção de antídotos e seu veneno será usado para ajudar a salvar vidas”, compartilhou o Australian Reptile Park em suas redes sociais.

Hércules foi achado a cerca de 80 km de Sidney e entregue num hospital, antes de ser encaminhado ao parque.

Em geral, aranhas-teia-de-funil medem entre 1 e 5 cm e sua coloração varia do preto ao marrom. Contudo, mas a carapaça dura que cobre a parte frontal do corpo é sempre lisa, com poucos pelos e brilhante. Esses animais podem ser encontrados em áreas de florestas úmidas e jardins de subúrbios.

Existem 36 espécies descritas dessas aranhas na Austrália e atualmente elas são classificadas em três gêneros: Hadronyche, Atrax e Illawarra.

Capturada na Austrália maior aranha já encontrada de espécie mais venenosa do mundo

Coleta de veneno da aranha Hércules
(Foto: divulgação Australian Reptile Park)

*Com informações adicionais do Australian Museum

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Foto de abertura: divulgação Australian Reptile Park

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Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.