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A lindíssima ararajuba volta ao céu de Belém, graças a programa de reintrodução da espécie

A lindíssima ararajuba de volta ao céu de Belém, graças a programa de reintrodução da espécie

Com plumagem em amarelo vibrante e apenas as pontas das asas em verde, sem dúvida nenhuma ela nos lembra da bandeira brasileira. Estou falando da ararajuba (Guaruba guarouba), ave endêmica da Amazônia e com cerca de 80% de sua população localizada no estado do Pará. Todavia, no século passado, essa arara belíssima foi extinta localmente na capital. Suas cores extraordinárias a tornaram alvo dos traficantes de animais silvestres.

Entretanto, desde 2018, pouco a pouco, cada vez mais ararajubas podem ser avistadas voando livremente pelos céus de Belém, mais especificamente sobre o Parque Estadual do Utinga Camilo Vianna, uma unidade de conservação, localizada no coração da cidade.

A volta do bater de asas das ararajubas pela capital paraense se dá graças a um projeto de reintrodução da espécie, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), em parceria com a Fundação Lymington*, organização não-governamental responsável por uma programa de reprodução em cativeiro da ararajuba e posterior soltura das aves.

Além disso, o projeto também recebe aves apreendidas do tráfico ou que antes viviam em zoológicos ou criadouros.

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Nos últimos cinco anos já foram reintroduzidas quase 50 ararajubas no Parque Estadual do Utinga. A expectativa é que o terceiro ciclo do projeto comece em março de 2024, com a soltura de outras 30 aves. Elas são criadas num viveiro da Fundação Lymington, situado em Juquitiba, em São Paulo, e quando chegam ao Pará passam por um período de preparação.

No parque, as ararajubas têm como lar um viveiro de ambientação aberto, mas vigiado, e com alimentação disponível para elas.

“O projeto é um enorme sucesso, pois hoje temos aves que vivem completamente independentes dos cuidados humanos, se alimentando e com um comportamento completamente natural”, revela Luís Fábio Silveira, professor em Zoologia pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Fundação Lemyngton.

Ainda segundo ele, o projeto também já registra a reprodução de um casal de ararajubas, fundamental para que a população comece a ser auto sustentável.

A lindíssima ararajuba de volta ao céu de Belém, graças a programa de reintrodução da espécie

Ararajubas no Parque Estadual do Utinga, em Belém
(Foto: Marcelo Vilarta / divulgação Horizonte Minerals)

Diversos nomes, mas uma beleza única

Guaruba, guarajuba, tanajuba, aiurujuba, ajurujuba, marajuba, ajurujubacanga, guarujuba e papagaio-imperial. Esses são alguns dos nomes pelos quais a ararajuba também é chamada na Amazônia.

Tanto os termos guaruba como ararajuba derivam do tupi-guarani: guará significa pássaro e yuba amarelo.

Medindo cerca de 35 centímetros e peso aproximado de 255 gramas, essa ave vive em grupo e se alimenta de sementes, flores e frutos, entre eles, o murici e o açaí – e o Pará é o maior produtor nacional desse último.

Assim como outras espécies de araras, a ararajuba busca tocos de árvores altas de florestas úmidas para fazer seus ninhos.

Apesar das boas notícias, a ararajuba ainda é uma espécie listada como “ameaçada à extinção” pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e “vulnerável’, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

A lindíssima ararajuba de volta ao céu de Belém, graças a programa de reintrodução da espécie

Um casal de ararajubas no ninho
(Foto: Julia RoTei, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons)

*Com informações da assessoria de imprensa da Horizonte Minerals e dos sites da Ideflor-Bio e Wikiaves

**O projeto de reintrodução da ararajuba no Parque Estadual do Utinga conta ainda com o apoio financeiro da Horizonte Minerals, que destina recursos como compensação ambiental.

Foto de abertura: Marcelo Vilarta / divulgação Horizonte Minerals

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