O fotógrafo Lilo Clareto se mudou de São Paulo para Altamira, no Pará, em 2017, para se dedicar a retratar a dignidade e a luta dos povos da floresta contra abusos cometidos em nome do desenvolvimento. Conheceu as agruras de todo o processo de desocupação dos territórios ribeirinhos e indígenas para a construção de Belo Monte, e registrou, como ninguém, violações ambientais e humanas.
Suas imagens de impacto ilustraram as reportagens densas de sua amiga Eliane Brum e da agência Amazônia Real, além de jornais e sites.
Mas, em março de 2021, segundo ano da pandemia, Lilo foi infectado pelo coronavirus e, depois de ser transferido de Altamira para São Paulo – que ironia! -, para ser internado na UTI de um hospital, faleceu em 21 de abril. Foi uma das 621 mil vítimas da covid-19 no Brasil.
Por isso, em sua 10ª. edição, a Mostra SP de Fotografia – organizada por Mônica Maia e Fernando Costa Neto, da Doc Galeria e cujo tema é Amazônia Live – homenageia o fotógrafo, com uma exposição especial.
A mostra foi inaugurada em 25 de janeiro e vai até 26 de fevereiro. Mas como o cenário da pandemia ainda exige muitos cuidados, os organizadores receberam convidados e visitantes na Ziv Gallery.
Lá foi distribuído o catálogo de 64 páginas, que apresenta as informações sobre os outros 15 fotógrafos que participam do evento, com a indicação das exposições, que podem ser vistas pelas ruas do bairro da Vila Madalena.
São eles: Alessandra França, Ana Mendes, Anderson Souza, Araquém Alcântara (foto de destaque), Christian Braga, Edu Simões, Gisele Martins, Levi Bianco, Mauricio Lima, Paula Marina, Raphael Alves, Renato Soares, Rodrigo Petrella, Rogério Assis e Victor Moriyama.
Acompanhe as novidades pelo Instagram da Mostra, onde serão revelados encontros especiais, como o lançamento do livro de Ale Ruaro. A seguir, veja algumas das obras expostas: