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Três anos após uma das maiores tragédias ambientais do Brasil, vestígios de óleo voltam a aparecer em praias do Nordeste

Três anos após uma das maiores tragédias ambientais do Brasil, vestígios de óleo voltam a aparecer em praias do Nordeste

*Atualizado em 12/09/22
A Marinha do Brasil informou hoje que as análises feitas com os vestígios de óleo encontrados nas praias nordestinas há poucas semanas são de petróleo cru e provavelmente provenientes do México. Suspeita-se de descarte ilegal de algum navio. Só em Pernambuco, foram coletados 400 kg de resíduos.
Segue abaixo o texto original da reportagem:

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Até hoje ninguém pagou pelo enorme prejuízo ambiental e econômico provocado por um dos maiores desastres ambientais do Brasil. Em 2019, um navio de bandeira grega, segundo apurou uma investigação da Polícia Federal, foi responsável pelo vazamento de óleo que contaminou centenas de quilômetros em toda a costa da região Nordeste e Sudeste. Os vestígios chegaram a 130 municípios de nove estados. Um ano após a tragédia, a perda da biodiversidade marinha passava de 80% em praias da Bahia.

Agora, três anos mais tarde, vestígios de óleo voltaram a aparecer no litoral de quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Bahia e Alagoas.

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A quantidade não é muito grande e foi avistada apenas na faixa da areia, não na água do mar, mas mesmo assim, um comitê já foi formado com representantes de diversos órgãos, entre eles, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Ibama e Marinha do Brasil para investigar o caso em Pernambuco, onde foi registrado o maior número de praias atingidas, onze no total até este momento, entre elas, Recife, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Itamaracá e Jaboatão dos Guararapes.

Amostras dos fragmentos de óleo foram encaminhas para análise no Laboratório de Compostos Orgânicos em Ecossistemas Costeiros e Marinhos (OrganoMAR), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O Ibama também fará um monitoramento aéreo para se certificar de que não existem manchas em áreas do mar mais distantes das praias.

Na Bahia, as bolotas de petróleo foram encontradas no litoral sul, nas regiões de Porto Seguro e Arraial D’Ajuda e ainda, em áreas de manguezal e praias de Salvador.

Há suspeita que os vestígios possam ser do desastre de 2019 e tenham sido trazidos para a costa por causa de correntes marítimas e ventos.

Naquele ano, especialistas previram que a contaminação em manguezais e corais poderia durar : muitos e muitos anos”.

Coincidentemente, há poucas semanas, o Instituto Biota de Conservação acolheu um filhote de tartaruga-marinha com óleo na boca. O animal tinha sido resgatado em Maragogi (Alagoas).

O filhote de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) recebeu os primeiros atendimentos para animais oleados e depois foi encaminhado para o CETAS do IBAMA, que fez a destinação para um centro especializado em despetrolização de fauna marinha.

*Com informações do portal de notícias G1 Pernambuco

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Foto de abertura: reprodução redes sociais

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