As (más) notícias sobre a extinção de espécies no planeta não têm fim. Diariamente divulgamos uma nova: Brasil tem sete espécies de árvores em risco de extinção; mais de 26 mil espécies estão em risco de extinção, revela nova lista vermelha da IUCN; uma em cada oito aves do planeta está em risco de extinção; planeta perde 60% dos animais vertebrados selvagens em menos de 40 anos, diz estudo do WWF…
“O mundo precisa de um novo acordo sobre a natureza nos próximos dois anos ou a humanidade poderá ser a primeira espécie a documentar sua própria extinção”, alerta Cristiana Pașca Palmer, secretária executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas.
Em artigo ao jornal britânico The Guardian, a representante da ONU enfatiza que é fundamental que os 195 países, mais as nações da União Europeia, que fazem parte da convenção, e estarão reunidos em Sharm el Sheikh, no Egito, este mês, saiam do encontro com compromissos e ações urgentes delineadas para evitar que a extinção em massa de espécies continue.
“A perda da biodiversidade é um assassinato silencioso”, diz Cristiana. “É diferente das mudanças climáticas, em que as pessoas sentem diariamente o impacto em suas vidas. Com a biodiversidade, isso não fica evidente. Quando as pessoas se derem conta do que está acontecendo, já será tarde demais”.
O que ambientalistas e organizações de proteção esperam da reunião no Egito é um documento que tenha o mesmo peso do Acordo de Paris, aquele assinado em 2015, sobre as mudanças climáticas, em que líderes mundiais se comprometeram publicamente a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa para tentar limitar o aumento da temperatura da Terra a 1,5o, acima dos níveis pré-industriais, quando começou-se a fazer esse tipo de medição.
Infelizmente, nem todos os países consideram o tema “biodiversidade” tão importante quanto o aquecimento global, tanto é que, os Estados Unidos, mesmo ainda sob a administração de Barack Obama, costumava enviar somente um observador aos encontros das Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU.
Há oito anos, os países signatários das Metas de Aichi se comprometeram, a reduzir, pelo menos pela metade, as perdas de habitats naturais, assegurar a pesca sustentável e expandir as áreas de conservação, em média, em 15%, até 2020. A maioria não conseguiu cumprir o prometido.
Foto: UN Photo/Tobin Jones (Somália)/Creative Commons/Flickr
Humanos alienados que não se preocupam com o ambiente em que vivem, muito menos se vão preocupar com a própria extinção. Extintos seremos todos, um dia, cada qual na sua hora de morrer, claro, porém desnecessária deveria ser essa antecipação, uma vez que há tanto o que fazer ainda na Terra, começando por livrá-la dos dejetos que fabricamos, sem noção, contaminando com nano partículas a água que nossos bebês ingerem, por exemplo, porque continuamos sendo os insanos que fumam sabendo que o cigarro mata e bebem para dirigir, matando e morrendo por causa disso. Se não mudarmos logo, tudo indica que mereceremos ser extintos mas que assim não seja.