Aos seis anos de idade, ela já sabia cozinhar e foi trabalhar na casa da madrinha. A infância de Rosa Gonçalves, nos anos 1960, foi assim: com muito esforço e responsabilidade. Trabalhou em casa de família, trabalhou na roça colhendo morangos, nunca parou de trabalhar.
Mas a menina tinha sonhos. Queria falar inglês e fez curso por correspondência. Um dia, ainda na adolescência, foi convidada para trabalhar na casa de uma família que iria se mudar para Londres. Acreditou que o sonho estava virando realidade. Com16 anos, lá estava Rosa na Inglaterra, praticamente sem entender a nova língua, com pouco entendimento do mundo. O rádio foi o maior professor.
Um tempo depois, a família voltou para o Brasil. Rosa ficou na Europa. Estudou, fez cursos, foi mãe. Envolveu-se nas discussões da escola da filha; envolveu-se nas discussões da comunidade onde morava. Virou líder comunitária.
Hoje, não esconde um certo orgulho quando recorda a própria trajetória. Ela sabia que o mundo lhe daria muito mais do que teve na infância. E deu. Graças ao trabalho que faz recebeu prêmios, apareceu em programas de TV e deu entrevistas para veículos de respeito da Inglaterra, como o jornal The Guardian e a rede BBC.
Em Londres, Rosa Gonçalves contou a sua história fantástica:
Foto: reprodução Facebook/Heber Barros/Adriana Chiari Magazine