Um dia após a Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos, enviar para o espaço pela segunda vez a cápsula New Shepard, que nesta viagem teve entre seus tripulantes o ator William Shatner, de 90 anos, o famoso Capitão Kirk da série “Jornada nas estrelas” -, o futuro herdeiro do trono britânico, Príncipe William criticou publicamente o investimento no turismo espacial. Em entrevista à rede BBC, ele afirmou que esse dinheiro deveria ser empregado em soluções para o planeta Terra.
“Precisamos de alguns dos maiores cérebros e mentes do mundo concentrados em tentar consertar este planeta, não em tentar encontrar o próximo lugar para ir e viver”, disse William. Ele também se mostrou preocupado com o impacto ambiental dos voos espaciais particulares, sobretudo, em relação à emissão de carbono.
O herdeiro da família real participou de um podcast da BBC para falar sobre o Earthshot Prize, uma premiação lançada por ele para financiar projetos visionários para solucionar os maiores problemas ambientais da atualidade. Nos próximos dias, os selecionados devem ser anunciados (leia mais aqui).
A poucas semanas do início da Conferência das Nações Unidas para o Clima, a COP-26, a ser realizada em Glasgow, na Escócia, William ressaltou que a hora é de ação e não palavras bonitas. “Eu acho que a COP precisa comunicar de forma muito clara e honesta quais são os problemas e quais serão as soluções, é fundamental”.
Ainda segundo ele, cada vez mais ele percebe a preocupação das gerações mais jovens no cenário atual. “Estamos vendo um aumento na ansiedade. Os jovens agora estão crescendo e seu futuro está basicamente ameaçado o tempo todo”.
Apesar da preocupação de William, na semana passada centenas de crianças entregaram uma petição com mais de 100 mil assinaturas para que florestas sejam restauradas. E a família real é a maior proprietária de terras do Reino Unido.
Em relação ao investimento bilionário no chamado turismo espacial, não é somente o príncipe britânico que não enxerga com bons olhos esse negócio.
Nos últimos meses já foram três viagens diferentes. Em julho o próprio Bezos embarcou no primeiro voo particular da história: milhões de dólares – e combustível fóssil liberado na atmosfera -, para a experiência que durou pouco mais de dez minutos. Algumas semanas antes, outro empresário, Richard Branson, já tinha feito algo parecido. Ao lado de outras cinco pessoas, ele fez parte da missão Unity 22, e durante cerca de uma hora, pode ver a Terra de seu voo suborbital. Em meados de setembro, foi a vez da SpaceX, companhia de Elon Musk, lançar quatro tripulantes que ficaram três dias ao redor da órbita do planeta.
Mesmo que após cada uma dessas viagens os bilionários envolvidos tenham feito declarações sobre a necessidade da proteção ao planeta, e também, tirado do bolso alguns milhões de dólares para doações a projetos aqui em Terra, esse investimento gigantesco poderia financiar ações essenciais para combater a crise climática, por exemplo, ou qualquer outro dos inúmeros desafios enfrentados atualmente pela humanidade – pandemia, distribuição igualitária de vacinas, fome, falta de acesso à educação, só para citar alguns. E há ainda o impacto ambiental que o envio desses foguetes e aeronaves podem causar. E já estão causando!
Uma das bases de teste e lançamento da SpaceX fica localizada na região de Boca Chica, ao sul do Texas, próximo ao Golfo do México, uma área rodeada por reservas de proteção natural, entre elas, o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Vale Rio Grande, que possui planícies de maré, praias, pastagens e dunas costeiras, habitat de diversas espécies da fauna e da flora (a reportagem completa sobre este assunto você encontra aqui).
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Uma aberração mental, o turismo espacial, indicativo daquelas pessoas pobres, que só têm dinheiro. Total falta de noção com as necessidades prioritárias gritantes da Casa Planetária em que nasceram mas não preservam e ajudam a poluir, irresponsáveis, imaturas, doidivanas que são e se comprazem em ser, enquanto ambientalistas, ecologistas, conservacionistas e humanistas estão arrancando os cabelos e queimando as pestanas para despoluir o Meio Ambiente, diminuir a desigualdade social, preocupados em salvar o que resta da destruição destes humanóides descerebrados, enquanto eles brincam no playground. Príncipe William falou bonito e verdadeiro mas vai valer a pena ver se o mundo botou em prática tão sábias palavras, porque as crianças já começaram.