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‘O Espírito da Floresta’: novo livro de Davi Kopenawa e Bruce Albert tem renda revertida para o povo Yanomami

O livro escrito pelo antropólogo Bruce Albert com o líder e xamã Yanomami, Davi Kopenawa, A Queda do Céu, foi lançado em 2015 e causou uma revolução, contribuindo para ampliar o entendimento sobre os povos indígenas, chamando a atenção para sua realidade no país e transformando “o pensamento ecológico contemporâneo” ao desconstruir “o conceito de natureza” a partir da ideia de que não há distinção entre humanos e não humanos.

O que a gente não sabia é que, paralelamente à produção desse livro fantástico, os dois amigos preparavam uma nova obra – O Espírito da Floresta -, que está sendo lançada, agora, pela Companhia das Letras de forma muito especial.

O livro está em pré-venda somente no site da editora, que oferece desconto de 30% e frete grátis entre 30 de janeiro e 15 de fevereiro ou até acabar o estoque. A renda obtida com a venda será depositada em um fundo de apoio emergencial ao povo Yanomami.

Os leitores que adquirirem o livro nesta campanha receberão seu exemplar a partir de 24 de março, data do lançamento nacional.

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“Nos últimos dias, o Brasil tomou conhecimento do violento descaso com a vida Yanomami durante o governo de Jair Bolsonaro. O resultado de tamanha negligência estatal para a comunidade indígena — e, portanto, para o povo brasileiro — é devastador e inadmissível. Diante dessa alarmante situação, a Companhia das Letras e a Hutukara associação presidida por Davi Kopenawa e que atua há mais de 18 anos na garantia de direitos do povo Yanomami — pedem seu apoio”, explica a editora.

Saber xamânico

Produzido entre 2000 e 2020 – período em que a Fundação Cartier, em Paris, realizou diversas exposições em parceria com os habitantes da casa coletiva da comunidade Watoriki, na região do Demini, na Terra Indígena Yanomami -, a nova obra de Albert e Kopenawa reúne reflexões e diálogos, que têm por base o “saber xamânico” desse povo, evocando, “sob diversas perspectivas, imagens e sons da floresta, a complexidade de sua biodiversidade e as implicações trágicas de sua destruição“, conta a editora.

Nele, mais um alerta do xamã Yanomami:

“É possível que vocês tenham ouvido falar de nós. No entanto, não sabem quem somos realmente. Não é uma boa coisa. Vocês não conhecem nossa floresta e nossas casas. Não compreendem nossas palavras. Assim, era possível que acabássemos morrendo sem que vocês soubessem”.

Quem tiver interesse em colaborar direto com a associação Yanomami, é só acessar o site da associação.
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Fotos (montagem): Companhia das Letras (capa) e Bruno Kelly para Amazônia Real (Davi Kopenawa)

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