
Com cerca de duas semanas de vida, o pequeno macaquinho, de pelos dourados, é a mais nova atração do Taronga Zoo, em Sidney, na Austrália. Tanta celebração se deve a ele pertencer à espécie Langur-de-françois (Trachypithecus francoisi), em risco crítico de extinção.
“Ver um Langur-de-françois na natureza é incrivelmente raro, mas ver um bebê é ainda mais. Sua cor laranja vibrante pode durar apenas algumas semanas, antes de sua pelagem começar a ficar preta ”, diz Jane Marshall, veterinária chefe do zoológico.
Biólogos acreditam que sua cor diferenciada faz com que os adultos priorizem os cuidados ao filhote. Os Langur-de-françois vivem em grupos e os recém-nascidos recebem atenção de todas as fêmeas, não somente da mãe.
“É muito interessante ver as fêmeas interagindo e cuidando do bebê. Todos claramente se preocupam muito com ele e fazem um ‘revezamento’ durante o dia ”, conta Jane. “Muitas pessoas não conhecem os Langurs-de-françois como espécie, mas esses belos animais são muito vibrantes, incrivelmente ágeis e inteligentes”, explica.

As fêmeas do grupo se revezam nos cuidados ao recém-nascido
Ameaçados pela caça e pelo desmatamento
Também conhecidos como macacos-folha-de-françois, os Langurs-de-françois são encontrados em regiões da China e do Vietnã.
Estima-se que restem apenas 3 mil deles vivendo livres na natureza. A espécie sofre muito com a caça ilegal para abastecer o mercado de medicamentos na Ásia (que popularizou o poder curativo de substâncias provenientes de alguns animais), mas também pela perda de habitat, provocada pelo desmatamento e pela mineração.
“O nascimento desse macho em Taronga é uma ótima notícia para a espécie. Temos muita sorte de tê-lo aqui. Ele é um embaixador incrível para sua espécie e seus parentes selvagens”.
Muitos desses animais nunca viverão na natureza. Nascidos em cativeiro, não têm nem a habilidade e nem o instinto para sobreviverem na vida selvagem. Todavia, o nascimento e a reprodução deles são importantes para entendê-los melhor e proteger aqueles que estão em seu habitat natural, além de garantir a segurança genética de espécies ameaçadas.

A cor alaranjada do filhote só dura algumas semanas
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Fotos: divulgação/Rick Stevens /Taronga Zoo
Alguns Zoos do Bem têm se diferenciado dos Zoos do Mal porque os primeiros estão preservando, medicando e restaurando animais em extinção que foram, seriam ou serão vítimas das condições hostis que a liberdade em seu habitat não deveria, mas lhes causou toda a sorte de anomalias e discrepâncias por culpa da interferência humana, consciente ou não, em seu solo sagrado. Por isso há que se respeitar essa cativeiro onde seus machucados são curados, suas fraturas reconectadas e grávidas podem dormir em paz, enquanto esperam seus bebês, sem medos de balas, flechas e armadilhas de humanos endemoniados e paranóicos que aprontam todas contra eles, por ambição, esporte ou crueldade explícita mesmo. Alguns animais, em risco de extinção, somente estão conseguindo respirar o hausto da vida porque protegidos e preservados em uma prisão já que, fora dela, estariam mortos. E mesmo aqueles ardorosos Protetores Humanos que sempre se posicionaram contrários aos Zoos, estão tirando o chapéu para estes pedaços de chão abençoado e beijando as mãos enluvadas destes anjos que os manuseiam com ternura de mãe e desvelos de pai, neste local, o mais próximo possível, de um Lar, doce Lar de verdade que animais gostariam, precisam e merecem.