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Hipopótamos de Pablo Escobar começam a ser esterilizados na Colômbia, mas alguns podem ser sacrificados

Hipopótamos de Pablo Escobar começam a ser esterilizados na Colômbia, mas alguns podem ser sacrificados

O Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia anunciou que começa esta semana o processo de esterilização cirúrgica de 20 dos “hipopótamos de Pablo Escobar“. Há anos o governo tenta encontrar uma solução para resolver o problema criado pelo traficante, que na década de 80 importou quatro desses animais para fazer parte de seu zoológico particular. Eles acabaram se reproduzindo sem controle e hoje são 166, vivendo livremente nas planícies do rio Magdalena (leia mais aqui).

Escobar morreu em 1993 e deixou pra trás esse “pequeno legado”. Espécie nativa da África, o hipopótamo é um dos maiores mamíferos terrestres do planeta. Muito agressivo e de comportamento imprevisível, pode pesar até 3 toneladas.

Nos últimos 30 anos, já foram tentadas diversas estratégias para controlar a população desses animais, desde a captura para esterilização até o abate. No ano passado, o governo da Colômbia declarou os hipopótamos de Pablo Escobar uma espécie invasora.

Estudos de especialistas indicam que se nada for feito a população de hipopótamos pode chegar a 1 mil até 2035. Uma análise conduzida por biólogos revelou que as fezes dos hipopótamos têm um efeito negativo sobre o nível de oxigênio dos rios locais, o que pode afetar os peixes. Além disso, eles destroem lavouras e podem atacar pessoas.

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Neste primeiro momento serão esterilizados 20 hipopótamos. O custo é altíssimo – mais de R$ 1 milhão por cada cirurgia. Além disso, é um procedimento que envolve riscos não apenas para o animal, mas para a segurança dos profissionais envolvidos, oito pessoas no total.

Só este ano o governo gastará mais de R$ 20 milhões com as esterilizações. A expectativa é que seja possível realizar 40 delas por ano. Todavia, essa não será a única estratégia utilizada.

“Custa ao país 40 milhões de pesos para fazer uma esterilização, portanto, é um processo complexo. Além disso, existem diferenças entre o macho e a fêmea; a esterilização da fêmea é muito mais complexa. Devemos esclarecer que esta não é a única estratégia, nem seria suficiente, não conseguiríamos controlar a população apenas com a esterilização”, afirmou Susana Muhamad, ministra do Meio Ambiente.

A equipe do Instituto de Ciências Naturais da Universidade Nacional da Colômbia, que estuda as outras medidas a serem adotadas, como a eutanásia ética de alguns indivíduos e a transferência para outros países.

“As três estratégias têm que funcionar ao mesmo tempo. Aqui estamos numa corrida contra o tempo em termos dos impactos ambientais e ecossistêmicos permanentes que estão sendo gerados e por isso não se pode dizer que uma estratégia única seja eficaz para o nosso objetivo, que é o controle da população. Procuramos implementar este plano no menor tempo possível, justamente para que os impactos cessem”, acrescentou Susana.

Existem negociações para o envio de hipopótamos para o México, Filipinas e Índia. Este último poderia receber até 60 deles.

Leia também:
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Medida polêmica prevê abate de centenas de macacos em Sint Maarten, ilha no Caribe

Foto de abertura: Francesco Ungaro on Unsplash

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