Brian May agora é “Sir Brian Harold May”. Um dos mais famosos guitarristas do mundo, o britânico que faz parte da legendária banda Queen recebeu há poucos dias o título de “Cavaleiro” do Rei Charles III. Anualmente a monarquia inglesa concede a distinção para pessoas que de alguma maneira, nas mais diferentes áreas – seja cultura, esportes, entretenimento ou tantas outras, contribuem com o país. O músico se junta a nomes como Elton John, Adele e Paul McCartney que já foram agraciados também.
O que pouca gente sabe é que, além de compositor e instrumentista, Brian May é também astrofísico e um ativista pela causa animal.
Ao lado da também ativista inglesa Anne Brummer, May fundou, em 2009, a Save Me Trust, uma organização que luta pela conservação da vida selvagem e pela mudança de leis que garantam a proteção dos animais. Uma de suas principais bandeiras é o fim da caça no Reino Unido, sobretudo das raposas e texugos.
No texto oficial divulgado pela Coroa Britânica sobre a entrega do título, o músico é ressaltado por sua carreira e ativismo.
“Brian May é um aclamado músico e compositor, membro fundador do grupo de rock Queen. Em 2020 foi eleito o Maior Guitarrista de Todos os Tempos pela Total Guitar Magazine. A performance do Queen no Live Aid em 1985 é reconhecida como o maior set ao vivo da história. Brian abriu as comemorações do Jubileu de Ouro da Rainha em 2002, apresentando-se ao vivo no telhado do Palácio de Buckingham – e 20 anos depois voltou para abrir o concerto do Jubileu de Platina no topo do Monumento Victoria. Ele também é um astrofísico talentoso, agora vinculado como estereoscopista a muitas equipes de exploração espacial da NASA. Ele restabeleceu a London Stereoscopic Company em 2008, foi co-fundador do Asteroid Day em 2015, para a proteção da Terra contra ataques de asteroides, e foi chanceler da Liverpool John Moores University de 2008-2013. Seu trabalho defendendo os animais selvagens da Grã-Bretanha o levou a fundar o Save-Me Trust em 2009, que é sua paixão contínua, fazendo campanha pelos direitos de raposas e texugos e hospedando uma operação ativa de resgate de vida selvagem“.
Em uma entrevista ao jornal The Guardian, em 2012, May explicou de onde surgiu seu interesse e paixão pelos animais. “É uma coisa de infância, mas foi reforçada pela vida que levei. Sou astrônomo”, disse na época. “Por milhares de anos, acreditou-se que a Terra estava no centro do universo. Acontece que não é verdade. Mas essa ideia de que somos o centro da criação persiste – onde está a justificativa para dizer que somos a peça central da evolução? Não há nada que nos diga isso. Então, por que usaríamos isso para justificar nosso comportamento extremamente ruim?”.
May afirmou ainda que gostaria de ser lembrado no futuro não pela música, mas por seu ativismo. “Não serei lembrado em mil anos de qualquer maneira, mas gostaria de deixar este planeta sabendo que fiz o que pude para torná-lo um lugar melhor, um lugar mais decente, um lugar mais compassivo.”
Foto de abertura: reprodução Facebook Brian May