
As girafas (Giraffa Camelopardalis) são os mamíferos terrestres mais altos da Terra. Os machos podem ter até 5 metros de altura. Todavia, nas últimas décadas, esses animais espetaculares sofreram uma alarmante redução de suas populações, vítimas da perda de habitat, da caça e mais recentemente, das mudanças climáticas.
Apesar de serem nativas da África, encontradas em cerca de 15 países do continente, na semana passada o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS, na sigla em inglês) propôs a inclusão de cinco espécies e subespécies de girafas na Lista de Espécies Ameaçadas do país.
“As proteções federais para girafas ajudarão a proteger uma espécie vulnerável, a promover a biodiversidade, a apoiar a saúde dos ecossistemas, a combater o tráfico de vida selvagem e a promover práticas econômicas sustentáveis”, afirma Martha Williams, diretora do Serviço de Pesca e Vida Selvagem. “Esta ação apoia a conservação das girafas, garantindo ao mesmo tempo que os Estados Unidos não contribuem ainda mais para o seu declínio.”
Martha se refere ao mercado da caça e artefatos produzidos com restos desses animais, que é movimentado, em grande parte, por consumidores americanos. Uma investigação realizada pela Humane Society dos Estados Unidos, em 2018, revelou que mais de 4 mil girafas foram mortas para atender a demanda de “peças do animal”. A organização estimava ainda que, mais de uma girafa era importada por dia como troféu de caça.
A proposta do órgão do governo tem como principais objetivos justamente reduzir a caça ilegal e o comércio de girafas, exigindo licenças de importação para os EUA, e aumentar o financiamento para a conservação das espécies nos países onde ela ocorre.
Segundo o USFWS, a população das três subespécies de girafa-do-norte diminuiu aproximadamente 77% desde 1985, de 25.653 para 5.919 indivíduos. Já da girafa da África Ocidental restam somente 690 indivíduos.
Em 2016, as girafas foram incluídas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), na categoria “vulnerável” à extinção (leia mais aqui).
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Foto de abertura: Sean Viljoen / USFWS / Giraffe Conservation Foundation