No final de semana cerca de 215 baleias-pilotos (Globicephala) encalharam em uma praia das Ilhas Chatham, na Nova Zelândia. A maioria delas já estava morta e as demais precisaram ser sacrificadas porque o local é muito distante do continente, não há equipes suficientes para o enorme trabalho e tentativa de resgate e o pior, a região é cheia de tubarões-brancos, o que colocaria em risco a vida de todos.
E infelizmente, dias após esse primeiro encalhe, centenas de outras baleias também surgiram numa área próxima, a 40 km, do outro incidente. Desta vez são também mais de 200 baleias descobertas em Rangiauria e em Pitt.
“Relatos sugerem que há 250 baleias neste segundo evento de encalhe. Há apenas um guarda florestal do Departamento de Conservação (DOC) em Pitt Island. Novamente, esta é uma parte incrivelmente isolada e remota do mundo, com uma população pequena e conhecida por grandes tubarões-brancos que representam risco tanto para as pessoas quanto para as baleias. Atualizaremos se surgirem mais detalhes. Nossos pensamentos estão com a equipe do DOC e a comunidade local”, escreveu a organização Project Jonah em suas redes sociais.
As Ilhas Chatham consistem de duas ilhas principais, a primeira que leva o mesmo nome, Chatham, e a Pitt. Ambas são cercadas por várias ilhas menores, todas dentro de um raio de aproximadamente 50 km. O arquipélago fica localizado a cerca de 800 km da Nova Zelândia.
Os encalhes na Nova Zelândia acontecem poucas semanas após centenas de baleias-pilotos também terem morrido na costa da Tasmânia (leia mais aqui).
Especialistas acreditam que eventos são naturais, já que não são incomuns nesse canto do mundo. Espécie do grupo dos golfinhos, as baleias-pilotos podem chegar a ter mais de 7 metros de comprimento e pesar até 3 toneladas.
Como vivem em grandes grupos, sempre seguindo um líder, a matriarca, a suspeita é que caso a fêmea se perca ou rume a águas superficiais, todas as outras baleias têm o mesmo destino.
Esses cetáceos podem ser observadas no mundo todo, em mares tropicais à temperadas quentes, sobretudo, em alto mar e ilhas insulares, em águas de grande profundidade, com o o caso de Fernando de Noronha, no Brasil.
Foto de abertura: divulgação Project Jonah New Zealand/Chatham Islands, Sam Wild