
Esta semana, a foto de uma baleia jubarte filhote morta, encalhada numa faixa de areia e mangue, na praia do Araruna, na Ilha do Marajó, Pará, causou impacto no Instagram. Afinal, o que estaria fazendo ali, tão distante da praia? E o mistério se instalou.
A ONG Bicho d’Água, que atua na região, esclareceu o fato rapidamente, pela mesma rede social. O fato é “totalmente compreensível” já que macromarés são muito comuns na costa norte do Brasil e, neste caso, enviam para o mangue qualquer objeto ou carcaça de animal que estiver à deriva na água.

A pergunta certa a fazer aqui, então, é por que a baleia, tão jovem, morreu?
Nestes tempos em que falamos tanto da gravidade do uso de plásticos – que contamina e polui rios e oceanos – a primeira ideia que vem à cabeça é de que ela teria morrido asfixiada por esse material. Mas trata-se de conjecturas porque ainda não existe um laudo que comprove a causa.

O trabalho de coleta de amostras biológicas foi realizado pela equipe da Bicho d’Água em parceria com a Semma Soure e o ICMBio da Reserva Extrativista Marinha de Soure. A baleia era um filhote de cerca de um ano, com oito metros de comprimento.
Acompanhe o trabalho lindo realizado pela Bicho d’Água em seu Instagram e na página no Facebook.

Fotos: Divulgação/Bicho d’Água