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Atrizes francesas cortam cabelo e usam redes sociais para apoiar protesto de mulheres no Irã

Artistas francesas cortam cabelo e usam redes sociais para apoiar protesto de mulheres no Irã

Milhares de mulheres iranianas têm ido às ruas de seu país e enfrentando a polícia para protestar contra a morte da Mahsa Amini, de 22 anos. Após ser detida no dia 16 de setembro por autoridades por não estar usando o lenço na cabeça para cobrir os cabelos – há uma lei rígida sobre o uso de hijab em público -, a jovem curda apareceu sem vida em Teerã. Desde então, manifestações podem ser vistas em várias cidades e todas reprimidas com brutalidade pelo governo do Irã.

Nas ruas as mulheres tiram o véu, o queimam e muitas cortam o cabelo, gritando “zan, zendegi, azadi“, (“mulher, vida, liberdade”). Apesar do regime iraniano estar tentando controlar a internet e evitar que informações saiam do país, há relatos de dezenas de vítimas e milhares de prisões.

A onda de protestos em favor das mulheres iranianas já chegou a outros países. Em Istambul, na Turquia, milhares de pessoas foram para a ruas segurando cartazes com fotos de Mahsa. Esta semana quem se juntou à manifestação foi um grupo de atrizes francesas que utilizaram suas redes sociais para apoiar a campanha por mais liberdade. Quem aparece no vídeo também é Julie Gayet, esposa do ex-presidente francês François Hollande.

Mais de 50 artistas, entre elas Juliette Binoche, Marion Cotillard, Isabelle Adjani e Isabelle Huppert, aparecem cortando mechas de cabelo ao som da música Bella Ciao, um hino da resistência italiana contra o fascismo de Benito Mussolini e das tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Na postagem com as francesas, a intérprete da canção é a jovem iraniana Gandom.

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Desde a época da chamada Revolução Islâmica, em 1979, existe uma “polícia da moralidade” no Irã, que fiscaliza se as mulheres estão se vestindo de acordo acordo com a lei islâmica, conforme interpretada pelos principais clérigos do país. Meninas a partir dos 9 anos já precisam usar o hijab e mulheres devem vestir roupas soltas, nada colado ao corpo. Quem infringe a “lei”, pode ser multado ou até detidos em estabelecimentos de “reeducação”.

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirma que a morte de Mahsa está sendo investigada.

Na terça-feira (04/10), uma representante do governo da Suécia também cortou o cabelo durante um discurso na Assembleia da União Europeia, em Estrasburgo, em solidariedade às manifestações no Irã.

“Até que o Irã esteja livre, nossa fúria será maior que a dos opressores. Até que as mulheres do Irã estejam livres, vamos apoiar vocês”, disse Abir Al-Sahlani, que nasceu no Iraque.

*Com informações dos site Council on Foreign Relations, Agência de Notícias Reuters e The Guardian

Foto de abertura: montagem reprodução vídeo Twitter

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