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Aria surpreende a todos e reaparece, bem e saudável, após morte da mãe, durante colisão com um navio

Aria surpreende a todos e reaparece, bem e saudável, após morte da mãe, durante colisão com um navio

Entre as principais causas de mortes de baleias nos oceanos está a colisão com embarcações. Foi assim que, no ano passado, a baleia jubarte conhecida como Fran perdeu a vida na costa oeste dos Estados Unidos. A fêmea era muita conhecida e querida por diversas organizações que fazem o monitoramento de cetáceos naquela região.

Em agosto a carcaça de 15 metros de Fran apareceu numa praia da Baía de Half Moon, na Califórnia. A necropsia revelou que a jubarte de 17 anos tinha morrido dos ferimentos provocados pela colisão. Uma vida curta demais interrompida. Na vida selvagem, a espécie – a Megaptera novaeangliae – pode viver entre 40 e 50 anos.

Na época Fran estava acompanhada de um filhote, a fêmea batizada com o nome de Aria, de apenas nove meses. Todos achavam que ela não tinha sobrevivido também ao acidente.

Entretanto, para surpresa e alegria, uma imensa alegria, de todos, a filhote que tem 1 ano e meia foi avistada junto com um grupo de jubartes na Baía de Monterey.

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Mesmo após perder a mãe, Aria conseguiu retomar a jornada migratória até o México, uma distância de quase 2,5 mil km.

“Não estava claro se ela aprenderia ou não essa rota com sucesso. Não estava claro se ela tinha tido tempo suficiente com a mãe para aprender habilidades importantes”, disse o biólogo marinho Dane McDermott, ao site The Mercury News. “Ela deve ter contado com as reservas calóricas para sobreviver àquelas primeiras semanas difíceis. Ou ela pode ter sido superinteligente – um filhote precoce – que junto tudo”.

E agora, Aria parece bem e saudável.

“Aria é uma filhote forte que foi vista se alimentando sozinha aqui em Monterey, então temos confiança de que este pequeno raio de esperança continuará a prosperar na baía!”, compartilhou em suas redes sociais a Monterey Bay Whale Watch, empresa de ecoturismo que faz a observação de baleias, orcas e golfinhos na Baía de Monterey.

Para se ter certeza que a jubarte observada pelo Monterey Bay Whale Watch era mesmo Aria, sua imagem foi enviada a um banco de dados que possui fotos e informações de 30 mil baleias no Pacífico Norte e outras 50 mil no resto do mundo. Com a ajuda de inteligência artificial, foi feita a comparação dos registros da filhote no ano passado, ao lado da mãe ainda viva, e o flagrante atual. E bingo!, ela era mesma.

A cauda da filhote mostrava cicatrizes de cracas localizadas no local exato de Aria. A barbatana também era nitidamente preta no centro, tornando-se rapidamente branca. A identidade de Aria foi confirmada por outra foto tirada por Kate Cummings, da Blue Ocean Whale Watch.

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Foto de abertura: Tim Huntington/Happy Whale/Creative Commons

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