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Registrado pela primeira vez nascimento de filhote de jubarte em águas cariocas

Registrado pela primeira vez nascimento de filhote de jubarte em água cariocas

“Uma grata surpresa nas Ilhas do Rio”. Foi assim que a equipe do Projeto Ilhas do Rio celebrou o encontro inédito: uma jubarte e seu filhote recém-nascido na região das Ilhas Cagarras, na capital fluminense. Este é o primeiro registro de um filhote recém-nascido da espécie em águas cariocas.

O flagrante foi realizado na quarta-feira, 03/08, quando as pesquisadoras Liliane Lodi e Bia Hetzel estavam fazendo uma saída de campo para monitorar o corredor migratório das baleias jubartes e se depararam com mãe e filhote, este último, ainda com a dorsal toda dobrada, sinal de que é muito jovem.

O filhotinho, que mede cerca de 4 metros, foi batizado de Heloisa, uma referência à atriz Helô Pinheiro, a inspiração para a música “Garota de Ipanema”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

Corredor migratório das jubartes

O Monumento Natural das Ilhas Cagarras é a primeira Unidade de Conservação Marinha de Proteção Integral da cidade do Rio de Janeiro. Está localizado a apenas 5 km da praia de Ipanema e é um importante corredor migratório de baleias.

Apesar de já estudar a presença desses cetáceos na região há mais de uma década, este é o segundo ano que o Projeto Ilhas do Rio faz o monitoramento* dessa rota de reprodução das jubartes em alto mar.

Todos os anos, entre os meses de junho e julho, elas passam pelo litoral do Sudeste brasileiro, vindas da Antártica, e rumam em direção a Abrolhos, no sul da Bahia.

Registrado pela primeira vez nascimento de filhote de jubarte em água cariocas

Heloisa nadando ao lado da mãe

As baleias jubartes (Megaptera novaeangliae) podem ser encontradas em todos os oceanos. Chegam a pesar até 40 toneladas. Se alimentam basicamente de pequenos crustáceos chamados de krills, filtrando água através das barbatanas (placas de queratina que descem do céu da boca).

Como é um animal do topo da cadeia alimentar, é um excelente indicador da qualidade e do equilíbrio das águas do planeta.  

Esses cetáceos gigantes conseguem dar saltos em que seus corpos saem quase que por completo para fora da água. Suas imensas nadadeiras peitorais podem medir até 1/3 de seu comprimento, algo em torno de 16 metros.

*O monitoramento feito pelo Projeto Ilhas do Rio é conduzido pelo Instituto Mar Adentro, com a curadoria técnica do WWF-Brasil e patrocínio da Associação IEP e JGP

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Fotos: Bia Hetzel/Projeto Ilhas do Rio

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