
Instituições universitárias de todos os continentes se comprometeram a participar da luta contra as mudanças climáticas ao se unirem num plano de ação que também deve envolver estudantes. Denominada Emergência Climática, a proposta foi feita pelo Programa das Nações Unidas par ao Meio Ambiente (PNUMA) e aceita oficialmente em 10 de julho: a meta é chegar à emissões zero de carbono entre 2020 e 2050 – ou seja, não permitir que sejam emitidos mais gases de efeito estufa do que o que é possível absorver -, mobilizando recursos para pesquisa e para o desenvolvimento da educação ambiental.
O plano foi apresentado em uma reunião interministerial na sede da ONU, em Nova York, por Inger Andersen, diretora do PNUIMA. Na ocasião, ela afirmou: “O que ensinamos modela o futuro, Por isso, nós. do PNUMA, elogiamos o compromisso das universidades para se tornarem neutras em carbono até 2030 e aumentar seus esforços nos campus acadêmicos”, E completou: “Os jovens estão cada vez mais na vanguarda dos apelos por uma maior ação face aos desafios climáticos e ambientais. As iniciativas que envolvem diretamente os jovens neste trabalho crítico constituem uma contribuição preciosa”.
Esta é a primeira vez em que organizações de ensino superior se unem para assumir compromisso coletivo frente às mudanças do clima. A iniciativa é liderada por três instituições:
Aliança para a Liderança Sustentável na Educação (EAUC), organização estadunidense Second Nature e pela Aliança para Juventude e Educação, da ONU Meio Ambiente. As principais redes mundiais de educação, como a Aliança Global e a Iniciativa Global de Lideranças Responsáveis, também se comprometeram com as metas de corte de emissões.
O acordo assinado pelas três instituições (EAUC, Seconde Nature e Aliança para Juventude e Educação) foi compartilhado com ministros de Estado dos países participantes durante encontros da Higher Education Sustainability Initiative (HESI), Iniciativa por uma Educação Superior Sustentável em tradução livre, realizados em Nova York, em diversas datas no mês de julho.
A HESI é fruto de parceria entre o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, UNESCO, ONU Meio Ambiente, Iniciativa dos Princípios para Educação em Gestão Responsável (PRME) do UN Global Compact, Universidade das Nações Unidas (UNU), UN-HABITAT , UNCTAD e UNITAR, e foi criada em 2012 no período que antecedeu a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro. Com compromissos de mais de 300 universidades de todo o mundo, o HESI foi responsável por mais de um terço de todos os acordos voluntários lançados na Rio + 20. Por meio de sua forte associação com as Nações Unidas, o HESI oferece às instituições de ensino superior uma interface única entre educação superior, ciência e formulação de políticas.
Entre as instituições que assinaram o documento estão a Universidade de Strathmore (Quênia), a Universidade de Tongji (China), a Escola de Comércio KEDGE (França), a Universidade de Glasgow (Escócia), a Universidade do Estado da Califórnia (Estados Unidos), a Universidade de Zayed (Emirados Árabes Unidos) e a Universidade de Guadalajara (México).
A meta do PNUMA ê reunir mais de dez mil universidades em torno desse compromisso até o final de 2019. “Jovens em todo o mundo sentem que escolas, colégios e universidades têm sido lentos demais em suas reações à crise que recai sobre nós”, declarou a diretora do grupo “Alunos que se Organizam pela Sustentabilidade, Charlotte Bonner. E ela continuou: “Celebramos a notícia de que elas estão declarando a emergência climática. Não temos tempo a perder. Iremos convocar as instituições que ainda não apoiam a iniciativa para que se juntem a ela. E, claro, as ações que acompanham o apoio são o elemento mais importante”.
A notícia divulgada não indica a participação de universidades brasileiras na iniciativa, mas, levando-se em conta o que tem sido feito com a educação pelo governo Bolsonaro, é impossível afirmar que o país possa fazer parte de um projeto tão interessante e inovador. Justo o Brasil, que foi a nação que sediou a Rio+20, onde foi criada a HSEI. Vamos ver…
Universidades sustentáveis
Há inúmeras instituições universitárias que mantêm boas práticas de sustentabilidade em seus campus, veja alguns exemplos:
– a Universidade de Strathmore, nos EUA, utiliza energia renovável e instalou seu próprio sistema fotovoltaico de 600 quilowatts;
– a Universidade de Tongji, em Xangai, China, incorporou a sustentabilidade no currículo de seus cursos e convidou outras instituições a fazerem o mesmo;
– a Universidade da Califórnia, nos EUA, se comprometeu a neutralizar suas emissões de carbono até 2020, antes deste compromisso; e
– as instituições Universidade Americana e Universidade de Colgate, ambas nos EUA, já são neutras em carbono.
Foto: Ryan Jacobson/Unsplash
necessario novos paradigmas para a sobrevivencia humana no planeta….a amazonia é do planeta inteiro .
Precisamos apoiar e divulgar o máximo possível a necessidade de proteger nosso planeta