Zoológico de Nova York celebra nascimento de seis filhotes de dragão-de-komodo, o maior lagarto do planeta

Após mais de 120 anos, nascem primeiros filhotes de dragão-de-komodo em zoológico de Nova York

Ele é o maior lagarto do planeta. O dragão-de-komodo (Varanus komodoensis) é encontrado, na vida selvagem, apenas em ilhas da Indonésia – Komodo, Flores, Rinca, Padar, Gili Motang e Nusa Kode. Essa criatura que mais parece um dinossauro pode atingir até 3 metros e pesar 140 kg. Infelizmente, há poucos meses, esse lagarto gigante passou da categoria “vulnerável” para “em perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), que avalia as condições de sobrevivência de milhares de animais e plantas.

E é por isso que a equipe do Bronx Zoo, em Nova York, nos Estados Unidos, está celebrando tanto o nascimento de seis filhotes de dragão-de-komodo. Mais do que isso, após 122 anos da história do zoológico!

Os biólogos explicam que muitas vezes o animal pode se tornar agressivo durante o acasalamento e por isso é necessário monitorar de perto quando uma fêmea e um macho são colocados juntos no mesmo ambiente. Mas em março deste ano o “namoro” deu certo e no mês seguinte a fêmea colocou ovos. Desde abril eles estavam numa incubadora e eclodiram em novembro, mas a boa notícia só foi divulgada há poucos dias.

“Os dragões-de-komodo são uma das espécies mais fascinantes do planeta e esses filhotes representam um futuro promissor para a espécie. Eles serão embaixadores maravilhosos para suas contrapartes selvagens, pois nos ajudam a aumentar a conscientização sobre as necessidades de conservação”, afirma Don Boyer, curador de herpetologia do Bronx Zoo.

Os indivíduos dessa espécie se alimentam de pequenos e grandes mamíferos, além de pássaros, ovos e carniça. Também comem komodos menores. Predadores eficientes, podem consumir até 80% de seu peso corporal em uma refeição. Com dentes afiados e um olfato apurado, consegue sentir o cheiro de uma presa a mais de 9 km de distância.

Na natureza, uma das principais ameaças à sobrevivência dos dragões-de-komodo é o aumento da temperatura global, assim como o do nível dos oceanos, que devem reduzir seu habitat natural em pelo menos 30% nos próximos 45 anos, alerta a IUCN. E mesmo protegido pelas leis da Indonésia, embora a subpopulação no Parque Nacional de Komodo esteja atualmente estável e bem conservada, eles estão ameaçados pelo desmatamento na região das ilhas de Flores.

Um dragão-de-komodo adulto na natureza

Fotos: Julie Larsen Maher © Bronx Zoo/WCS (abertura) e divulgação IUCN/Paul Rien

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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