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“Vocês podem continuar sonhando”, diz Lula sobre exploração de petróleo na Amazônia

"Vocês podem continuar sonhando", diz Lula sobre exploração de petróleo na Amazônia

Mais uma vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou publicamente a favor da exploração de petróleo na Amazônia, indo contra a opinião de especialistas e dezenas de organizações da área ambiental, da própria ministra Marina Silva e do parecer técnico emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, que em maio indeferiu a licença pedida pela Petrobras para explorar a região da foz do rio Amazonas.

Na época, Marina declarou que “O governo federal vai respeitar a decisão do Ibama!” e que aquela era uma decisão técnica, “e a decisão técnica em um governo republicano e democrático é cumprida e respeitada”.

Segundo o Ibama, havia um conjunto de inconsistências técnicas nos estudos apresentados pela petrolífera para o início da perfuração marítima do bloco FZA-M-59. O órgão alertou ainda que essa é uma região de alta vulnerabilidade socioambiental e era necessária a realização da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) para as bacias que ainda não contam com tais estudos e não foram exploradas, o que colocaria a viabilidade ambiental do projeto em xeque.

Vale ressaltar que, há poucos anos foram descobertos corais na Amazônia, numa área de 56 mil km2, e ainda pouquíssimos estudados (leia mais aqui).

Todavia, dias depois do indeferimento do Ibama, a Petrobras apresentou um novo pedido. Já então, Lula disse que se achava “difícil ter impacto porque exploração é 530 km de distância da Amazônia”.

Nesta quinta-feira (03/08), em entrevista com rádios da região amazônica, o presidente declarou que a Petrobras vai ter “todo o cuidado”, mas pode “continuar sonhando” com a exploração de petróleo na foz do Amazonas.

“Vocês podem continuar sonhando. E eu também quero continuar sonhando. Esse estudo do Ibama não é definitivo. Eles apontam falhas técnicas que a Petrobras tem o direito de corrigir”, disse. “Primeiro, temos que pesquisar, temos que saber se tem aquilo que a gente pensa que tem. Quando a gente achar, a gente vai tomar decisão do Estado brasileiro, o que a gente vai fazer, como explorar, como é que a gente pode explorar, como é que a gente pode evitar que um desastre qualquer possa prejudicar a nossa querida margem do Oceano Atlântico na Amazônia”.

Lula reforçou ainda que o governo “vai ter todo cuidado”, mas há esperança de que a atividade seja liberada.

A área de pesquisa requisitada pela Petrobras está a 189 km do município de Oiapoque, no Amapá, e a cerca de 900 km de Belém, no Pará, onde seria montada a base logística da exploração.

Em 2018, o Ibama já tinha negado uma licença para empresa francesa Total explorar petróleo na área dos corais da Amazônia.

*Com informações do portal de notícias G1

Leia também:
No Maranhão, maior formação de recife de corais da América do Sul está ameaçada pela exploração de petróleo
Petrobras quer extrair petróleo na Amazônia, impactando a biodiversidade e comunidades locais

Foto de abertura: reprodução YouTube

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