Usando pintura corporal, artista funde seres humanos e natureza, criando obra belíssima e efêmera

Usando pintura corporal, artista funde seres humanos e natureza, criando uma obra belíssima e efêmera

Estamos todos conectados. Nós e o planeta Terra onde vivemos. Somos parte da natureza que nos rodeia, apesar de muitas vezes não nos darmos conta disso. Mas através de seu trabalho, o italiano Johannes Stötter tenta nos relembrar disso. O artista ganhou notoriedade mundial em 2013, quando usou pintura corporal em cinco modelos e criou a imagem belíssima de uma perereca tropical, que aparece na imagem acima. Naquele ano, a foto viralizou e ganhou as manchetes das mais famosas publicações internacionais.

Desde então, Stötter já recebeu vários prêmios e reconhecimentos pela sua arte. Apesar do sucesso, ele vive num pequeno vilarejo, na região do Tirol, nos Alpes da Itália, onde tem uma grande conexão com a natureza e tira dali a inspiração para as suas obras. Foi ali que cresceu, filho de pequenos produtores rurais.

Muitas vezes a fusão do corpo humano com a paisagem criada pelo artista é tão bem feita que fica difícil separar os dois. O trabalho leva semanas para ser elaborado e a pintura, muito minuciosa, pode demorar horas e horas. O artista se considera uma espécie de ilusionista.

Veja o vídeo abaixo da baleia nadando, um dos trabalhos mais recentes do artista. Você consegue identificar o corpo da modelo?

Stötter tem uma alma de artista. Começou a desenhar quando ainda era criança. Canta, toca o violino e ainda adolescente já pincelava sua criatividade com óleo sobre tela. Aprendeu a fazer a pintura corporal sozinho.

“Eu nem sabia que existia essa forma de arte, apenas pensei que seria interessante pintar em um corpo humano. Depois que experimentei pela primeira vez, tive a sensação de que queria descobrir essa forma de arte mais profundamente”, disse ele em entrevista ao site Impakter.

Para o artista, o que o move é a profunda conexão entre humanos e natureza.

Sua arte é bela e efêmera, assim como pode ser a nossa existência no planeta. Bela se soubermos viver e respeitar aquilo que nos rodeia. Efêmera se nos esquecermos da conexão intrínseca entre nós e os demais seres que também habitam a Terra.

Foto de abertura: Johannes Stötter 

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Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.