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Uma viagem pelos biomas do Brasil pelas asas de nossas aves

Uma viagem pelos biomas do Brasil pelas asas de nossas aves

Acabamos de lançar novos guias de aves. E achamos que o momento é de celebração. E também, de recordação. Por isso decidimos relembrar um pouco das expedições do Roda de Passarinho na Toyota Bandeirante até chegar a essas novidades.

Foram muito quilômetros de estrada rodados, percorrendo os biomas brasileiros desde 2011. E fomos criando um poster de aves para cada um deles e lançando um a um, ano após ano. O primeiro, da Floresta Atlântica, demorou mais de dois anos para ser impresso e utilizamos fotos de aves tiradas na Reserva Rio das Furnas, nosso lar durante muito tempo, em Santa Catarina, a partir de 2004.

Ainda não tínhamos a manha de fotografar passarinho e o equipamento era lento. Para obter detalhes, precisava chegar muito perto do bichinho, com uma lente 300mm, para isso eram necessários paciência extra e muito tempo envolvido na floresta.

Pegamos o jeito e eu andava com a câmera, um banquinho e um livro debaixo do braço. Buscava uma clareira, sentava e lia atento aos movimentos. Notei que estava sendo observado mais do que observava e os bichinhos chegavam bem pertinho. Algumas fotos ficaram excepcionais. Enquanto isso, Gabi estudava o canto e a identificação das aves através de pesquisas bibliográficas.

Das janelas de nossa casinha também saíram muitas fotos, porque estava tudo ao redor da gente, árvore, arroio, flores, um palco pronto para ser clicado.

Sempre Pantanal

O segundo poster foi o das aves do Pantanal, após uma belíssima expedição em 2011. Percorremos centenas de quilômetros em nossa Toyota Bandeirante para registrar as aves daquele bioma. Estivemos em Bonito, Bodoquena, Buraco das Araras, percorremos a Transpantaneira, visitamos sítios e conhecemos personagens que nos apoiaram na realização do poster daquela região, publicado um ano mais tarde.

Uma viagem pelos biomas do Brasil pelas asas de nossas aves

Arara-canindé, presença marcante no Pantanal

Amazônia: um sonho!

Nesta altura da história, em 2012, a nossa Toyota Bandeirante estava acostumada com as estradas e nós estávamos acostumados em dormir numa espécie de motor-home adaptado na parte de trás do veículo, tomar banho de igarapé, de chuva e buscar aves em todo canto. Era parar, botar os bancos pra frente, as tralhas pra fora e cozinhar, descansar e à noite dormir com o climatizador ligado para espantar mosquitos e o calor.

Subimos pelo Roncador, passamos por Nova Xavantina e fomos parar em Alta Floresta. Nos hospedamos na Reserva Cristalino e, dali, partimos para o Parque Nacional da Amazônia, em Itaituba. Percorremos trechos da Transamazônica, subimos até Alter do Chão e embarcamos no Rio Amazonas de Santarém à Manaus. Que viagem!

Em Presidente Figueiredo, morada do magnífico galo-da-serra, pernoitamos e seguimos para o Viruá, Parque Nacional que tem o maior número de espécies de aves registradas. Passamos vários dias com o apoio de uma equipe sensacional, que nos levou a conhecer os meandros desse parque por terra e por água.

Durante uma semana descemos os 800 quilômetros da BR 319, de Manaus a Porto Velho com paradas em Careiro, Autazes e Igapó-açu.

Em Rondônia conhecemos a Terra Indígena do povo Paiter-Suruí, única com plano de manejo para 50 anos e uma equipe de indígenas dedicados a desenvolver desde sites na web à programas de turismo e venda de carbono.

Passamos pela Chapada dos Guimarães, cruzamos novamente o Pantanal, entramos em Poconé, tomamos banhos de chuva e de igarapés e após alguns meses de trabalho, lançamos o poster das aves da Amazônia, em 2013.

Uma viagem pelos biomas do Brasil pelas asas de nossas aves

Galo-da-serra é um espetáculo único em Presidente Figueiredo/AM

O Pampa revisitado

Com várias idas e vindas, nos dedicamos a fotografar as aves do Pampa. Aproveitamos que era pertinho de casa e realizamos algumas escalas curtas para fotografar na Lagoa do Peixe, em Tavares, na Serra Gaúcha e uma arremessada até Uruguaiana, no Parque do Espinilho para clicar o tão comentado cardeal-amarelo. Não foi fácil!

No início de 2014 saiu o poster das aves do Pampa e no segundo semestre iniciamos a expedição ao Cerrado.

Uma viagem pelos biomas do Brasil pelas asas de nossas aves

Flamingos-chilenos na Lagoa dos Patos, Tavares/RS

Uai de Minas

Toda vez que recordamos a passagem pelo Cerrado, vem a frase “difícil foi sair de Minas” e sabe por quê? Porque o povo mineiro é absolutamente acolhedor! Não tem jeito de chegar e sair sem provar os quitutes, a boa conversa, repleta de sorrisos e novidades.

O mineiro tem um jeito de ser que deixa qualquer pessoa encantada, então, o que era uma passagem de alguns dias quase vira pra sempre. Porém, a expedição, que começou por Santo Antonio do Monte, tinha que continuar. E veio a Serra da Canastra, Estrela do Indaiá, Ouro Preto, Itaverava, Lapinha, Chapada dos Veadeiros, Terra Ronca, Parque Nacional da Emas, Alto Paraíso de Goiás, Aruanã…

Estava sendo preparado mais um poster, agora, com as aves do Cerrado, lançado em fevereiro de 2015.

Caatinga e o financiamento coletivo

Até 2014, as expedições foram bancadas por nós, ou seja, trabalhávamos no primeiro semestre para viajarmos no segundo. Em 2015 não daria para bancar a Caatinga, então, recorremos ao Catarse e tivemos sucesso numa campanha apoiada por mais de 200 pessoas! E que maravilha foi ter o envolvimento de muita gente boa no resultado de nosso trabalho.

Passamos por Salvador, Camacan, Serra Bonita, Canudos, Paulo Afonso, Crato, Juazeiro, Pacoti, Icapuí, os Parques Nacionais de Sete Cidades, Confusões e Capivara, descemos Paty por Andaraí, fomos a Mucugê, Boa Nova e conseguimos lançar o poster das aves da Caatinga nos primeiros meses de 2016.

Costa Brasileira, a prova final

Para fechar a coleção, só faltava as Aves Costeiras e lá fomos nós em 2019, do Chuí ao Oiapoque. Cenas espetaculares nos acompanharam nesta expedição com direito a Festival de Cinema Ambiental no Espírito Santo, parques, Bahia, Olinda, museus, quilombos, Neojiba, Terreiros de Candomblé, ilhas, lagoas encantadas e aves raras pelo caminho.

Depois dos posters, os guias de bolso

Nossos posters foram elogiados mundo afora, tanto pela qualidade da impressão, quanto pelo papel utilizado e design com fotografias bem recortadas. Até então, este tipo de material utilizava ilustrações ou fotos retangulares. Com nossa experiência em design gráfico, tratamento de imagens, pesquisas bibliográficas, a orientação científica do Dr. Ornitólogo Vítor Piacentini e a participação de fotógrafos convidados, o material é um sucesso até hoje.

Assim, chegamos aos guias de bolso e iniciamos uma nova jornada. Há poucos meses, em 2022, lançamos os da Floresta Atlântica, Pantanal, Cerrado e Aves Costeiras. Agora, num segundo momento, completamos a coleção com Amazônia, Caatinga e Pampa (na imagem que abre este post).

Em todos eles, tivemos o cuidado de atualizar as informações, acrescentar fotografias e manter a máxima qualidade, com papel couchê grosso e laminação fosca. O resultado está em suas mãos!

Para mais informações e adquirir guias e posters, acesse a Loja de Passarinho, clicando aqui.

Abaixo alguns dos registros feitos ao longo dos últimos anos em nossas jornadas:

Saíra-lagarta bem à vontade na Reserva Rio das Furnas, SC

Navegando em boa companhia no rio Paraná-do-Mamori, AM

Seriema no Parque Nacional da Canastra, MG

Sertanejos tocando uma boiada em Potengi, CE

A difícil entrada no Lago Bonome, no Amapá

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