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Um homem morre e mais de 80 pessoas ficam feridas durante turbulência em voo de Londres a Singapura

Um homem morre e 30 pessoas ficaram feridas durante turbulência em voo de Londres a Singapura

*Texto alterado em 23/05 para incluir novas informações e atualização do número de vítimas decorrente da turbulência enfrentada pelo avião da Singapore Airlines

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Um britânico de 73 anos, Geoffrey Kitchen, morreu após um avião da companhia Singapore Airlines atravessar uma área de turbulência em um voo entre Londres e Singapura entre a segunda (20/05) e terça-feira (21/05). Oitenta e uma pessoas ficaram feridas e vinte foram hospitalizadas, em estado grave. O Boeing 777-300ER voava com 211 passageiros e 18 membros da tripulação.

A Singapore Airlines ainda não deu maiores detalhes sobre o incidente e a causa da morte do passageiro. A suspeita é que Kitchen tenha sofrido um ataque cardíaco. A esposa dele está entre os hospitalizados.

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“O voo SQ321 da Singapore Airlines, operando de Londres (Heathrow) para Singapura encontrou turbulência extrema repentina sobre a Bacia do Irrawaddy [sobre o Myanmar] a 11 mil metros de altitude, cerca de 10 horas após a partida. O piloto declarou emergência médica e desviou a aeronave para Bangkok, pousando às 15h45, horário local”, informou em nota a companhia.

Imagens obtidas pela Agência de Notícias Reuters mostram um cenário de caos dentro do avião: tetos e tubulações soltas e caídas nos corredores e nas áreas de preparo de refeições. Passageiros relataram que a turbulência foi durante o serviço de café-da-manhã.

Acontece que, infelizmente, essas situações têm acontecido com maior frequência. Um estudo divulgado por pesquisadores do Departamento de Meteorologia da Universidade de Reading, no Reino Unido, em 2023, revelou que a turbulência ‘severa de ar limpo’ sobre o Atlântico Norte aumentou em mais de 50% nos últimos 40 anos e eles acreditam que o fenômeno tenha relação com as mudanças climáticas, ou seja, o aumento da temperatura da atmosfera.

A chamada turbulência de ar claro ou limpo (CAT) é considerada muito perigosa. Surge inesperadamente e de maneira muito rápida e intensa, em voos de altas altitudes, e os pilotos não conseguem vê-la e dificilmente ela é detectada pelos radares.

“A turbulência de ar limpo é completamente invisível, como o próprio nome sugere, então não tem nada a ver com voar no meio de uma tempestade. … Acontece do nada, muitas vezes sem aviso”, diz Paul Williams, professor de ciências atmosféricas na Universidade de Reading, e um dos co-autores do estudo.

O especialista explica que o aumento da turbulência se deve ao maior cisalhamento do vento – ou diferenças na velocidade do vento – na corrente de jato (jet stream), um forte sistema de ventos que sopra de oeste para leste, acima da superfície da Terra. E ele existe em grande parte devido à diferença de temperatura entre o equador e os pólos do planeta.

Segundo a análise dos pesquisadores, as rotas de voo nos Estados e no Atlântico Norte registaram os maiores aumentos de incidentes com turbulência. A Europa, o Médio Oriente e o Atlântico Sul também apresentaram crescimento significativos nesses casos.

A principal recomendação do estudo é que sejam desenvolvidos novas ferramentas para a detecção desses sistemas de turbulência e que passageiros sempre mantenham o cinto de segurança afivelado.

*Com informações da BBC, National Geographic, The New York Times e Yale Climate Connections

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Foto de abertura: Saif Zaman ( আয়ান ) on Unsplash

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