Últimos dias de inscrições no concurso de curtas da ‘Mostra Ecofalante de Cinema’: até 12 de março!

Faltam poucos dias para que se encerrem as inscrições para o concurso de filmes em curta-metragem do mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais: a Mostra Ecofalante de Cinema.

O Concurso de Curtas Ecofalante é um dos programas competitivos da mostra do qual podem participar apenas estudantes de graduação, ensino médio, de cursos técnicos ou cursos livres de cinema de qualquer instituição de ensino do Brasil.

Criado em 2015, a iniciativa tem por objetivo estimular a produção audiovisual brasileira, incentivando quem está em início de carreira.

Assim, até 12 de março, a organização da Ecofalante receberá inscrições de filmes com até 30 minutos de duração. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site

E fique atento aos critérios de seleção: qualidade cinematográfica do trabalho e relevância do tema. Só serão aceitos curtas que abordem questões relacionadas a um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU, em 2016, na Agenda 2030.

Prêmios

Os filmes selecionados farão parte da programação da 10ª edição da Mostra Ecofalante, que acontecerá em junho – com sessões presenciais na cidade de São Paulo e online para o restante do país -, e concorrerão em duas categorias: Melhor Curta Ecofalante pela votação do júri (prêmio de R$ 4 mil) e Melhor Filme pela votação popular.

Em 2020, em meio à pandemia, a Mostra recebeu mais de 130 trabalhos de estudantes de todas as regiões do Brasil e 24 foram selecionados.

O vencedor foi O Verbo se fez Carne, de Ziel Karapotó (UFPE), foi o vencedor de Melhor Curta. O filme revela o trabalho do artista indígena (autor do filme), que utiliza seu corpo para denunciar cinco séculos de colonização e suas consequências aos povos originários (a foto que ilustra este post é dele).

Hoje Sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (UFPE), foi o escolhido do público e narra a história de Aldir Felicidade, negro, cadeirante, periférico e intérprete de samba 14 vezes campeão de desfile das escolas de samba no carnaval de Recife. Ele conta que, se faz samba, não é apesar das dificuldades, mas para enfrentá-las.

Dois curtas receberam Menção Honrosa: Território: Nosso Corpo, Nosso Espírito, de Clea Torres e João Paulo Fernandes (UFMT), que apresenta a luta das mulheres indígenas, e Estado de Neblina, de Bruno Ramos (Senac), que fala de um grupo de adolescentes à deriva numa quebrada em ruínas.

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Foto: Divulgação

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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