Três semanas após início de vacinação, hospitais de Israel registram queda de 60% em internações de pacientes com mais de 60 anos

Três semanas após início de vacinação, hospitais de Israel registram queda de 60% em internações de pacientes com mais de 60 anos

Em meio a tanta tristeza e más notícias, um alento chega de Israel. Três semanas após o país ter começado a vacinação de sua população contra a COVID-19, um dos principais sistemas de saúde, o Maccabi Healthcare Services, revelou que registrou uma queda de 60% nas internações de pessoas acima de 60 anos infectadas pelo novo coronavírus.

De acordo com os dados divulgados pelo Macabi, foram monitoradas pouco mais de 50 mil pessoas. A análise indicou que, 18 dias após receberem a primeira dose da vacina – no caso de Israel, a produzida pela Pfizer/BioNTech – já foram observados os primeiros indícios de diminuição dos casos de internações, ou seja, de pessoas que desenvolvem casos mais graves da doença.

Mas a queda ainda maior foi verificada 23 dias depois, ou seja, após a aplicação da segunda dose.

Apesar disso, especialistas alertam que os dados ainda são preliminares e precisam ser avaliados com mais cuidado. O Ministério da Saúde de Israel também divulgou os números de pessoas que, embora tenham sido vacinadas com a as duas doses, contraíram o coronavírus. De 428 mil, apenas 63 testaram positivo para a COVID-19, ou seja, 0.014%.

Durante os testes realizados com a vacina da Pfizer/BioNTech, em voluntários de diversos países, os resultados demonstraram que ela possui 95% de eficácia na prevenção da infecção causada pelo SARS-CoV-2.

Israel tem sido considerado modelo no processo de vacinação. Com uma população de 8,8 milhões de habitantes, iniciou a imunização em 20 de dezembro, em pessoas acima de 60 anos, naquelas com comorbidades e em profissionais de saúde. Atualmente estão tomando a vacina indivíduos com mais de 40 anos e estudantes entre 16 e 18 anos para garantir a reabertura de escolas.

Com isso, 2,6 milhões de israelenses já receberam a primeira dose da vacina anti-COVID e 1 milhão, as duas.

Os militares estão ajudando na imunização em massa, inclusive, com a convocação de médicos da reserva.

Vale ressaltar, entretanto, que o governo israelense também impôs um rígido confinamento para a população devido ao aumento de casos recentemente. Até este momento, o país registrou quase 4,5 mil mortes e 613 mil pessoas foram contaminadas.

*Com informações do The Times of Israel, da Nature e do The New York Times

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Foto: Vlada Republike Hrvatske/Fotos Públicas

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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