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Touro pula cerca em rodeio e deixa duas pessoas hospitalizadas nos Estados Unidos

Touro pula cerca em rodeio e deixa duas pessoas hospitalizadas nos Estados Unidos

Esse tipo de cena é chocante, mas sua divulgação é necessária para questionar até quando eventos como esse ainda serão considerados “entretenimento” no mundo. No último final de semana, durante um rodeio na cidade de Sisters, no Oregon, nos Estados Unidos, um touro pulou uma cerca e avançou para a parte de trás das arquibancadas, atacando diversas pessoas.

Entre os diversos vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver que o touro usa os chifres para jogar para o ar pelo menos três pessoas. Após o animal ser contido, duas delas foram levadas para hospitais.

A Professional Rodeo Cowboys Association (PRCA) afirmou em nota que “O incidente de sábado é um lembrete de que, embora o rodeio seja um esporte altamente divertido, em ocasiões muito raras também pode representar algum risco”.

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Apesar do “incidente”, no dia seguinte, o rodeio em Sisters foi realizado normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Há décadas organizações de proteção animal do mundo todo lutam pelo fim desses eventos. Na Espanha, por exemplo, onde as touradas ainda fazem parte da tradição cultural de muitas cidades, frequentemente “a festa” termina em tragédia.

Em 2022, um funcionário da Plaza de Toros de Fuenlabrada, cidade que fica nos arredores de Madrid, foi chifrado por um touro e morreu e outro ficou ferido. Uma semana antes, outro homem já tinha perdido a vida numa corrida de touros em Navalcarnero, também próximo da capital. Ele tropeçou e foi chifrado diversas vezes pelo animal.

No mesmo ano, aqui no Brasil, na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, um peão foi pisoteado e chifrado por um touro.

“Rodeios são promovidos como exercícios de habilidade e coragem humanas para domar as feras ferozes e indomadas do Velho Oeste. Mas, na realidade, os rodeios nada mais são do que demonstrações manipulativas de dominação humana sobre os animais, mal disfarçadas de entretenimento. O que começou em 1800 como uma competição de habilidades entre cowboys tornou-se um espetáculo motivado pela ganância e por grandes lucros”, denuncia a organização PETA.

Segundo a ONG, a maioria dos animais usado em rodeios é relativamente mansa, não é agressiva por natureza; entretanto são fisicamente provocados a exibir um comportamento “selvagem” para fazer os peões parecerem corajosos.

“Bastões elétricos, esporas e correias são usados ​​para irritar e enfurecer animais em rodeios. A correia ou corda do flanco, ou “resistência”, é firmemente apertada em torno do abdômen dos animais, o que faz com que eles corram vigorosamente para tentar se livrar do tormento”, descreve a PETA. “Há também uma lesão real na perna, onde um tendão se rompe. Os cavalos normalmente não saltam para cima e para baixo.”

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Foto de abertura: reprodução vídeo Danielle Smithers e vídeo divulgado no X pelo Bay Area State of Mind

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