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Tomografias em 3D de mais de 13 mil espécies de vertebrados ganham tem acesso grátis em projeto inédito

Tomografias em 3D de mais de 13 mil espécies de vertebrados ganham acesso grátis em projeto inédito

Quando um pesquisador encontra uma planta ou animal que ele acredita ser uma nova espécie, ou seja, nunca antes descrita pela ciência, ele tem muito trabalho pela frente. Em geral, são anos de estudos, que envolvem análises morfológicas ou genéticas, por exemplo. Muitas vezes, esse cientista necessita comparar sua descoberta com outros espécimes da mesma família. Para isso, pode precisar ter acesso a coleções científicas de museus de outros estados ou mesmo, países.

Mas um projeto inédito que acaba de ser lançado irá ajudar, e muito, cientistas, estudantes e qualquer pessoa interessada em biologia a ter acesso rápido e gratuito a tomografias computadorizadas em 3D de mais de 13 mil espécies de animais vertebrados.

Batizada de openVertebrate, ou apenas, oVert, a iniciativa contou com a colaboração de 18 instituições de pesquisa e museus de história natural dos Estados Unidos. Ao longo dos últimos seis anos foram escaneadas digitalmente milhares de espécies representativas de toda a árvore da vida dos vertebrados, incluindo mais de metade dos gêneros de todos os anfíbios, répteis, peixes e mamíferos.

“Se você precisa que alguém entre em um avião e viaje para fazer uma pesquisa, isso é proibitivo em vários aspectos”, diz David Blackburn, investigador principal do projeto oVert e curador de herpetologia do Museu da Flórida. “Agora temos cientistas, professores, estudantes e artistas de todo o mundo utilizando estes dados remotamente.”

Objetivo principal é oferecer a maior diversidade possível na árvore da vida dos vertebrados,
incluindo peixes, répteis, anfíbios, pássaros e mamíferos
(Foto: divulgação openVertebrate/Florida Museum Image)

Os escâners de tomografia computadorizada do oVert usam raios X de alta energia para observar a estrutura óssea de cada um desses milhares de mamíferos. Um pequeno número deles também recebeu um solução temporária de corante de contraste que permitiu aos pesquisadores visualizar tecidos moles, como pele, músculos e outros órgãos.

Antes do emprego desse tipo de tecnologia, cientistas eram obrigados a destruir os espécies coletados na natureza para poder dissecá-los.

“Museus estão constantemente envolvidos numa balança”, explica Blackburn. “Você quer proteger os espécimes, mas também quer que as pessoas os usem. oVert é uma forma de reduzir o desgaste das amostras e, ao mesmo tempo, aumentar o acesso, e é o próximo passo lógico na missão das coleções dos museus.”

*Com informações e entrevistas contidas no texto de divulgação do Museu de História Natural da Flórida

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Imagem de abertura: divulgação openVertebrate

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