Todo dia sem machismo

Todo dia sem machismo

No último dia 3 a campanha #33DiasSemMachismo se encerrou deixando uma sugestão “Volte para o desafio 1 e repita até tirar o machismo da sua vida”.

Isso não foi em vão. Para reconstruirmos uma cultura, eliminarmos um mau hábito ou simplesmente nos engajarmos em novas ações e pensamentos, é preciso persistência. E um pouco de resiliência também.

Não é fácil se desconstruir. Questionar, desconfiar e rever todos os padrões e pontos comuns que sempre nos foram transmitidos com tanta certeza e até um punhado de inocência. Às vezes até me pego pensando em qual momento nós, sociedade, deixamos passar todas essas esquisitices que hoje temos como normais.

Ao longo de 33 dias, de 1o de junho a 3 de julho, foram publicados desafios diários com a intenção de instigar as pessoas a saírem de suas zonas de conforto e refletirem sobre sutilezas ou grandiosidades que todos nós praticamos em menor ou maior escala, perpetuando uma cultura machista que era quase tão aceita e despercebida quanto o ato de simplesmente respirar. Era, agora não é mais.

Foram mais de dez milhões de pessoas alcançadas com o conteúdo publicado. Milhares de comentários, compartilhamentos e relatos emocionantes. Os desafios não ficaram só na tela do computador, do celular, do tablet. Saltaram rapidamente para os almoços de domingo, os happy hours e o cafezinho da tarde.

E foi desse espaço aberto para o diálogo, que acompanhamos o florescer de ideias, pensamentos e descobertas, que ao final de 33 dias nos mostraram que o primeiro passo foi dado, mas é preciso persistência para que não se encerre só nisso e possamos seguir fazendo mais perguntas, aceitando menos absurdos e construindo juntos uma nova forma de se ver, se comportar e se relacionar. Dessa vez, sem machismo no meio.

Assista ao vídeo de encerramento da campanha:

Foto: Gabriele Garcia

Gabriele Garcia

Sonhadora, feminista e apaixonada por pessoas e histórias. Trabalhou por dez anos como advogada e em 2014 deixou o escritório para empreender o Think Twice Brasil, cujo primeiro projeto – Experiência de Empatia – foi uma viagem de 400 dias por 40 países para se aprofundar no aprendizado e identificação de soluções para desigualdade social e de gênero. De volta ao Brasil, está à frente do Instituto Think Twice Brasil e de projetos ligados à justiça social e de gênero.

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