
Atualizado em 16/6/2025
Os três ativistas da Flotilha da Liberdade que deveriam ter sido soltos (deportados por Israel) na sexta-feira, 13/6 – Yanis Mhamadi e Pascal Maurieras e do holandês Mark van Rennes -, permaneceram presos devido aos ataques de Israel ao Irã, que respondeu à altura com mísseis que destruiram diversas áreas de Tel-Aviv e Raifa.
O aeroporto Ben Gurion foi fechado e diversas áreas evacuadas, portanto, ninguém saia ou entrava do país.
Hoje (16), no Instagram, o brasileiro Thiago Ávila anunciou sua libertação. “Nossos irmãos estão, neste momento, atravessando a fronteira da Jordânia para voltarem para casa”. Que boa notícia!
A seguir, leia o texto sobre a libertação/deportação do brasileiro.
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Até ontem confinado em uma solitária na prisão de Ayalon, em Israel – como punição por permanecer em greve de fome e sede desde que chegou ao país e por coordenar a viagem do Madleen –, hoje (12), o brasileiro Thiago Ávila foi libertado junto com outros cinco ativistas da Flotilha da Liberdade, cujo veleiro Madleen foi interceptado e sequestrado pela Marinha israelense no domingo (8).
Sua chegada ao Brasil está prevista para amanhã (13), às 5h25, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Deportação forçada
Por decisão de um juiz, todos estão sendo deportados à força já que não assinaram o termo no qual assumiriam ter entrado de forma ilegal no território israelense (estavam em águas internacionais quando foram detidos e foram levados contra a vontade para Israel, afinal) e que os impediria de voltar à Israel e à Palestina ocupada pelo resto de suas vidas (100 anos!).
Além de Thiago, os ativistas que hoje voltam a seus países são Rima Hassan, parlamentar franco-palestina (de família refugiada), a alemã Yasemin Acar, o turco Suayb Ordu e o francês Reva Viard.
Permanecem sob custódia do exército israelense os franceses Pascal Maurierase Yanis Mhamdi e o holandês Mark van Rennes. Eles iam ser soltos hoje, mas, com a provocado de Israel ao Irã – que bombardeou o país, matando figura-chave do governo e cientistas – e o revide do Irã, com bombardeios em Tel-Aviv, o processo de deportação foi parado.
Maus tratos e tortura psicológica
As informações foram divulgadas pelos advogados do Centro Jurídico pelos Direitos da Minoria Árabe em Israel (Adalah), que atua na Palestina ocupada. Eles denunciaram que enfrentaram acesso restrito aos ativistas, que foram constantemente submetidos a condições insalubres e maus tratos – privação de sono, de comida e de água potável e confinamento solitário no caso de Thiago e de Rima -, além de tortura psicológica.
Como contamos aqui, a advogada de Thiago confirmou que ele havia sido ameaçado pelas autoridades israelenses a permanecer no isolamento – numa cela minúscula, escura, imunda e sem ventilação – por sete dias.
Em conversa com a Freedom Flotilla Coalition, ontem, Lara Souza, esposa de Thiago, também contou que, desde domingo (8), não fala com ele. “Durante a viagem, conversávamos todos os dias, mas depois que ele foi preso, foi proibido de falar comigo”. Numa das ocasiões, Thiago estava ao lado da advogada que o atendia e conversava com Lara por celular. Pura maldade.
Rima Hassan foi a primeira ativista a ser levada para uma solitária durante a prisão política dos ativistas. Isso aconteceu pouco depois de chegar à prisão de Givon como punição por ter pixado a parede da cela que ocupava com os amigos da Flotilha, com a expressão Free Palestine. Um dia depois, já liberada, também iniciou greve de fome.
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Com informações da Freedom Flotilla Coalition e Freedom Flotilla Brasil
Fotos (destaque): reprodução dos perfis dos ativistas no Instagram




