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Templo na Índia começa a usar elefante mecânico em rituais para evitar crueldade e sofrimento a esses animais

Templo na Índia começa a usar elefante mecânico em rituais para evitar crueldade e sofrimento a esses animais

Os hindus veneram os elefantes como animais sagrados. Eles seriam a encarnação de Ganesh, um deus com cabeça de elefante, que representa sabedoria, boa sorte e prosperidade. Por esta razão, durante séculos era tradição usar elefantes, vivos, em cerimônias e celebrações religiosas. Mas manter um ser desse tamanho, o maior mamífero terrestre do planeta, fora de seu ambiente natural, de maneira que ele não oferecesse risco para os seres humanos, foi sempre um processo que envolvia crueldade e sofrimento para esses bichos.

Para manter a tradição, mas dar a ela uma versão mais condizente com os dias atuais e com respeito a esses animais, o templo de Irinjadappilly Sree Krishna Temple, no distrito de Thrissur, na Índia, se tornou o pioneiro no país a substituir elefantes vivos por um mecânico, robótico, do mesmo tamanho de um real.

O elefante-robô, que tem mais de 3 metros de altura, foi doado ao templo pela organização PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais). Ele realiza diversos movimentos. Mexe, por exemplo, as orelhas, o rabo, a tromba e os olhos.

“Estamos extremamente felizes e gratos por receber este elefante mecânico que nos ajudará a conduzir nossos rituais e festivais sem crueldade e esperamos que outros templos também pensem em substituir elefantes vivos”, Rajkumar Namboothiri, sacerdote principal do Irinjadappilly Sree Krishna. “A verdadeira adoração deve ser feita a todas as criaturas feitas por Deus”.

Templo na Índia começa a usar elefante mecânico em rituais para evitar crueldade e sofrimento a esses animais

Segundo a PETA, a maioria dos elefantes utilizados em templos na Índia é mantida em cativeiro de forma ilegal. “Eles são animais selvagens que não obedecem voluntariamente aos comandos humanos, quando usados para passeios, cerimônias, truques e outros propósitos são treinados e controlados por meio de punições severas, espancamentos e uso de armas com um gancho com ponta de metal”, denuncia a organização. “Muitos têm doenças extremamente dolorosas nos pés e feridas nas pernas por serem acorrentados ao concreto por horas a fio, e a maioria não recebe comida, água ou cuidados veterinários adequados”.

Ainda de acordo com a entidade, por serem mantidos nessas condições deploráveis, os elefantes desenvolvem um comportamento agressivo, o que acaba em mortes de humanos.

Dados da Heritage Animal Task Force apontam que nos últimos 15 anos, elefantes que viviam presos foram responsáveis pela morte de 526 na região de Kerala. Um desses animais é Thechikkattukavu Ramachandran, de 40 anos. Ele já tirou a vida de dez pessoas e outros três elefantes.

A PETA Índia está tentando fazer com que mais templos sigam o exemplo e mandem seus animais para santuários de vida selvagem e passem a usar alternativas para a realização de seus rituais.


Em 2019, escrevi sobre algo parecido aqui no Conexão Planeta: um circo alemão que começou a fazer espetáculos com hologramas, imagens lindas de grandes animais no picadeiro, para dar fim à crueldade de empregá-los como atração.

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Fotos: divulgação PETA Índia

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